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Financiamento Habitacional é o que mais cresce no Brasil

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Carteira do segmento tem expansão nos bancos
Déficit habitacional impulsiona área.

Programas como o "Minha casa, minha vida" estimulam a construção e aquecem a demanda por crédito


Mesmo diante de um crescimento do mercado imobiliário menor do que o esperado em 2012, a liberação de crédito voltado para esse setor é o que mais tem se elevado na carteira dos bancos. Nem mesmo veículos ou consignado, que sempre tiveram destaque, estão conseguindo acompanhar a alta de 34,5% no saldo do valor emprestado para habitação alcançada entre janeiro e novembro de 2012, conforme os últimos dados apurados pelo Banco Central. São R$ 269,58 bilhões destinados à aquisição da casa própria, enquanto em janeiro de 2012 eram R$ 205,84 bilhões.

O economista e coordenador da pesquisa de juros da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), Wanderley Ramalho, acredita que o principal motivo para que o crédito imobiliário venha ganhando cada vez mais espaço é o fato de o déficit habitacional manter-se elevado no país.

Associado a isso, ele destaca a importância do mercado imobiliário para o dinamismo da economia brasileira, com geração de muitos empregos. Dessa forma, é interessante para o governo criar políticas que estimulem a tomada de crédito para aquisição da casa própria. Alguns exemplos são o programa "Minha casa, minha vida", as reduções de taxas de juros e aumento dos prazos de pagamentos dos financiamentos.

Já a carteira de crédito para veículos cresceu 7,5% no mesmo período, ao passar de R$ 175,42 bilhões para R$ 186,38 bilhões. Segundo o consultor da Megadealer, empresa especializada no setor automotivo, José Caporal, o que impediu que o segmento passasse por uma maior elevação foi a redução da taxa de aprovação de crédito nos bancos. Segundo ele, houve casos em que apenas 20% dos créditos solicitados foram concedidos. E a justificativa para a restrição é simples: aumento da inadimplência no segmento.



É interessante para o governo criar políticas para estimuar tomada de crédito para aquisição da casa própria


Facilidades - Como durante alguns anos foram concedidas muitas facilidades para a compra do carro novo, como redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e aumento dos prazos para pagamento, muitos consumidores adquiriram carros sem, necessariamente, terem condições de pagá-los.

"O problema não é falta de demanda pelo crédito, mas falta de oferta. Se essa realidade não se alterar, as concessionárias vão ter dificuldades de comercializar porque a maioria das vendas é feita por meio de financiamento", afirma.

O crédito consignado, muito procurado em decorrência das baixas taxas, cresceu, entre janeiro e novembro do ano passaado, 16,6%. Isso porque o saldo saiu de R$ 116,17 bilhões para R$ 134,46 bilhões. A modalidade de crédito, conforme pesquisa divulgada pela Serasa Experian recentemente, foi a responsável pela liderança do crédito pessoal em 2012 entre as demais que compõem carteira de crédito para pessoas físicas.

"Desde que o crédito consignado foi criado, em 2004, essa modalidade de crédito pessoal vem se destacando diante dos demais. Isso se explica pelo fato de muitas pessoas pegarem esse valor para quitar contas como o carro novo, por exemplo, que demandaria outro tipo de crédito", explica o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

Porém, o estudo revela também que habitação, que fechou o ano de 2012 em segundo lugar, deverá tomar a liderança em 2013. Já a linha de crédito para veículos, que estava em primeiro em 2008, passou para a terceira posição, onde deve permanecer neste ano.(

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