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ALUGUEL Imóvel perto de universidade tem peso de ouro em janeiro

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013



Urgência em alugar favorece os proprietários, que cobram mais caro

Entre os meses de dezembro e janeiro, imóveis que ficam nas proximidades de faculdades e universidades de Belo Horizonte chegam a ter valorização de 50% no preço da locação. É nessa época do ano que um grande número de estudantes chega do interior do Estado para procurar residência na capital e os preços disparam.

"É comum chegarmos em meados de janeiro, quando temos o pico desse tipo de procura, e não termos nenhum imóvel para oferecer", conta o diretor da Coração Eucarístico Imóveis, Eurico Santos Neto, que atua próximo ao campus principal da PUC- Minas. "Em agosto, quando também é início de semestre, a procura também aumenta, mas em um nível menor", completa.

Para o especialista em mercado imobiliário e diretor da RE/MAX, a maior rede de franquias imobiliárias do mundo, Lúcio Toledo, esse aumento de preço se explica pela clássica lei de oferta e procura. "Os proprietários de imóveis nessa região sabem dessa valorização e os preços chegam a subir até 50%", explica. Como muitos alunos que chegam para habitar esses imóveis não conhecem a cidade e têm urgência para solucionar a situação, acabam fechando contratos mais caros.

Um apartamento de 60 metros quadrados com dois quartos e sem área de lazer não sai por menos de R$ 1.200 mensais, enquanto é possível encontrar um imóvel de mesmo padrão em região similar por R$ 800. "Sei que estou pagando mais caro pela comodidade de morar ao lado da faculdade. Pago pelo apartamento o que deixo de pagar com transporte público, por exemplo", conta o estudante de publicidade Diogo Nonato, que divide um apartamento no Coração Eucarístico com um amigo da faculdade. "Pagamos R$ 1.200 por um apartamento de dois quartos e sem nenhuma área", diz. "Sei que pago muito mais caro e é visível. Só de atravessar a rua, o preço cai 30%", compara.


Flexível. Eurico Neto conta que, em razão das condições especiais demandadas pelos estudantes recém-chegados, a imobiliária faz contratos mais flexíveis para locação. "Se a gente não abrir algumas exceções, não conseguimos fechar contratos", explica. "A maioria dos estudantes até vem com os pais para fechar negócio, mas é difícil para eles o preenchimento de alguns requisitos, como ter um fiador com bens registrados em Belo Horizonte", afirma.

Neto explica que a prática do fiador está perdendo espaço também no mercado tradicional. Para os casos de aluguel de pessoas que não são naturais de Belo Horizonte, são oferecidas outras possibilidades de contrato: o seguro fiança, com um custo anual que garante o pagamento à imobiliária; e um depósito de 15 vezes o valor do aluguel (o dinheiro rende em um fundo específico e é resgatado no final do contrato).


REPÚBLICA
Condomínio tem direito de proibir sublocação


Além da escassez e do alto preço dos imóveis, os estudantes também precisam driblar a desconfiança de certos condomínios. "Para evitar problemas, a gente evita alugar imóveis para jovens quando o condomínio proíbe repúblicas", conta o diretor da Coração Eucarístico Imóveis, Eurico Neto.

A restrição é feita mesmo quando o contrato proíbe explicitamente a sublocação de quartos ou a criação de repúblicas. "Mas o que é uma república? Um inquilino tem o direito de levar quem ele quiser para morar com ele. Exatamente por essa brecha jurídica e para evitar dor de cabeça é que evitamos contrariar a convenção de condomínio", explica.

"Quando o condomínio proíbe repúblicas, deixamos claro no contrato e monitoramos o imóvel", afirma Lúcio Toledo, da RE/MAX. "Mas também existe o contrário. Construções que já são feitas para receber jovens e pessoas de fora, até com serviços de limpeza e lavanderia incluídos no preço", diz. (PG)


MINIENTREVISTA
"É possível aliar bom preço e localização"


A demanda por imóveis em bairros que contam com universidades cresce muito no começo do ano? 
Vamos ver como vai ser esse ano, mas historicamente a demanda, e os preços sobem 50% nessa época.

Quais são os bairros em que essa valorização é maior? 
Principalmente em locais que respiram a instituição, como o Coração Eucarístico, com a PUC, e a Lagoinha, com a UNI-BH. Em bairros próximos à região da Pampulha, a demanda também cresce em função da UFMG. No entanto, por lá existem bairros próximos de vários padrões diferentes e os preços variam muito.

O que o estudante deve fazer para fechar um bom negócio? 
Pesquisar bastante. Muitos chegam em cima da hora e acabam pagando mais caro mesmo, até pela falta de opção. Garimpando é possível encontrar imóveis que aliem preço e localização. (PG)


Aluguel médio sobe 8% contra inflação de 5,8%

No acumulado dos últimos 12 meses até outubro de 2012, o preço dos alugueis em Belo Horizonte subiu 8,15%, enquanto a inflação no período foi de 5,83%, segundo dados da pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi) e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead) da UFMG.

Apesar da alta no acumulado do ano, na análise mensal o índice apresentou crescimento menor do que o da inflação. Em outubro, a inflação (IPCA) na capital foi de 0,59% enquanto os aluguéis variaram 0,37%. Na variação por tipos de apartamentos, a maior alta registrada foi nos imóveis populares (0,80%), seguida por luxo (0,38%) e médio (0,34%). (PG)(OTempo)


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