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Venda de apartamentos de um quarto cresce no DF

sábado, 24 de novembro de 2012

Apartamentos de até 45m² formam um nicho de mercado promissor no DF, ficando sempre em alta. Quem mais compra são jovens servidores públicos, recém-casados e investidores



Unidades compactas são boas opções de compra para morar ou investir: preço mais em conta e valorização garantida no DFFotos: DivulgaçãoUnidades compactas são boas opções de compra para morar ou investir: preço mais em conta e valorização garantida no DF
A compra de apartamentos de um quarto no Distrito Federal cresceu entre 12 e 15% desde 2011. A superlotação do Plano Piloto e a alta de preços dos imóveis aumentou a busca dos compradores por apartamentos menores e de custo reduzido. Surge então um novo nicho de mercado, favorecido pela abertura de linha de crédito e pelo aumento das classes C e D. As construtoras da capital e os novos moradores começaram então a enxergar um segmento promissor de investimento. A injeção desses recursos pode ser observada principalmente em áreas fora do Plano Piloto, como as cidades de Samambaia e Ceilândia, e em setores ainda em desenvolvimento, como o Noroeste.

Atualmente, o Distrito Federal conta com mais de 34 mil imóveis disponíveis para venda e locação, de acordo com dados do boletim de conjuntura imobiliária do mês de setembro, elaborado pelo Sindicato de Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF). O preço mínimo atualmente de um apartamento compacto (entre 25 e 45 metros quadrados), as chamadas quitinetes e moradias de um quarto, é de 115 mil reais. A média dos valores entre as regiões administrativas centrais e as cidades-satélites está estimado em 225 mil, e o máximo gira em torno de 343 mil reais. No caso de apartamentos de um quarto, de metragem similar aos compactos, os valores podem variar entre 125 mil e 520 mil reais.

O valor do metro quadrado de uma quitinete pode variar de 7,9 mil reais na Asa Norte para 10 mil na Asa Sul. No caso de apartamentos de um dormitório, o preço varia de 8,1 mil até 11 mil reais. Segundo o presidente do Secovi-DF, Carlos Hiram, as características demográficas favorecem a alta da demanda por esse tipo de apartamento. “Entre 2000 e 2010, Brasília se expandiu de forma acelerada, crescendo mais do que o dobro da média nacional. A renda per capita, uma das mais altas do país, trouxe um grande número de novos moradores com um alto poder de compra”, afirma Hiram. Para ele, o investimento nos apartamentos compactos entre um e dois quartos sempre traz bons resultados. “O público-alvo desse tipo de empreendimento são os casais e solteiros concursados com alta renda, por isso Brasília tem vantagem nesse mercado durante boa parte do ano”, completa.

Quanto à compra do imóvel compacto pronto ou ainda na planta, os especialistas do setor divergem. Hiram aconselha o imóvel pronto, por favorecer o resultado final. “Quando o imóvel é comprado na planta, você é o patrocinador. Isso pode trazer riscos para o investimento, já que existe uma possibilidade de pagar valores altos por muito tempo, sem estar no apartamento”, opina. O diretor comercial da imobiliária Lopes Royal, Leonel Alves, crê que é necessário analisar as diferenças entre os perfis dos compradores. “O imóvel na planta é indicado para quem consegue juntar dinheiro e pagar aos poucos. Já o imóvel pronto exige uma entrada maior e possíveis empréstimos bancários. A pressa e o dinheiro disponível vão ditar o tipo de imóvel escolhido”, declara Leonel.

Canteiro de obras

O diretor comercial da Lopes Royal diz que a oferta de compactos cresceu 550%O diretor comercial da Lopes Royal diz que a oferta de compactos cresceu 550%
Atualmente, muitos especialistas do setor imobiliário consideram o Distrito Federal um verdadeiro canteiro de obras, principalmente devido ao setor Noroeste. Com 43 prédios lançados até o momento, esse setor é considerado uma particularidade por muitos vendedores. Nos últimos dois anos, as construtoras podiam ter a licitação aprovada de apartamentos residenciais. Já nos dias de hoje, as aprovações são destinadas somente para as quadras comerciais e mistas. O Noroeste é classificado como uma ótima opção de mercado, alternativo à superlotação do Plano Piloto. Desses 43 prédios, somente seis prédios de apartamentos compactos estão concluídos e dois serão entregues até o final de novembro. A previsão é que os outros sejam entregues  até o primeiro trimestre de 2013. A principal particularidade em relação ao Noroeste é a urbanização. A Terracap optou por concluir o processo na pré-entrega dos prédios, o que não ocorreu no setor Sudoeste, por exemplo. Os moradores do setor promissor de outrora reclamaram da falta de infraestrutura e pavimentação das ruas, realizadas em sua maioria após a conclusão dos apartamentos. Visando melhorar o fluxo de veículos e pessoas, a urbanização do Noroeste recebeu investimentos de grande porte antes da entrega dos prédios.

Recentemente os moradores de Brasília puderam observar cidades inteiras surgindo do dia pra noite. É o caso de Águas Claras, bairro de grande expansão da capital. O diretor comercial da Lopes Royal afirma que as unidades estão valorizando 15% ao ano. “Desde o ano 2000, os imóveis compactos cresceram 550%. É um cenário promissor tanto para moradia e também investimento”, explica Leonel.

Jovens compradores
O investimento nesse tipo de moradia é observado principalmente por jovens solteiros entre 25 e 35 anos, que acabaram de deixar a casa dos pais. Além deles, a procura pelos compactos vem dos recém-casados e concursados. O analista de sistemas Bruno Silva optou pela compra de um apartamento em Águas Claras para morar com a esposa. “Escolhi Águas Claras pela variedade de opções e benefícios do condomínio, como a garagem e a área de lazer. Além disso, consegui um empréstimo no banco e pude dar uma entrada que reduzisse as parcelas”, afirma. Já a jornalista Daniela Lemke optou pela compra de um segundo imóvel. “Eu considero importante o investimento em um segundo imóvel, porque tanto em Brasília como em quase todo o país, os imóveis desse tipo estão muito valorizados. De acordo com as estatísticas das imobiliárias, Águas Claras continua a observar essa valorização. Então eu comprei esse imóvel para ter uma vida mais tranquila no futuro”, revela Daniela.

A partir das exigências e do perfil dos compradores, as construtoras puderam observar que os jovens valorizam os benefícios do condomínio, como garagem, academia, spa, piscina, sauna, churrasqueira, entre outros. Um dos objetivos de oferecer essas vantagens, segundo os vendedores do setor, serve não só para atrair clientes, mas também para aproximar os moradores.(maiscomunidade.com)

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