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Setor imobiliário tem cenário positivo, aponta CMI/Secovi -MG

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Apesar do aumento da oferta, locação ainda gera boa receita.

Cai a oferta e aumenta preço do aluguel comercial


As perspectivas seguem positivas para o mercado imobiliário em Belo Horizonte.  o que aponta o vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Fernando Júnior, ao observar a pesquisa de aluguéis realizada em outubro. "A oferta para locação está crescente, o que dá mais opções e comodidade ao locatário. Ao mesmo tempo, os preços se mantêm estáveis, com boa remuneração para o locador", avalia. Já no mercado de imóveis comerciais a dinâmica é diferente. A oferta diminuiu e os preços subiram.

Em outubro, enquanto a variação de preços de aluguéis residenciais foi de apenas 0,37%, em relação ao mesmo período do ano passado, a inflação medida pelo IPCA-Ipead apontou um crescimento de 0,59%. No entanto, essa ligeira diferença, que poderia prejudicar o proprietário, não é percebida se considerado o acumulado dos últimos doze meses. A variação foi de 8,15%, ante o mesmo intervalo de 2011, acima do IPCA-Ipead no período, de 5,83%.

Para os inquilinos, a boa notícia é o aumento da oferta para locação, decorrente da entrega de imóveis que começaram a ser construídos em Belo Horizonte nos últimos dois anos. Em outubro, foi apurado crescimento de 9,21% no número de imóveis disponíveis em relação ao mesmo mês do ano passado, e de 7,28% nos últimos doze meses, em comparação ao mesmo intervalo de 2011. E apesar do aumento da oferta, Júnior acredita que os valores dos aluguéis residenciais devem manter-se estáveis.

"A conjuntura econômica aponta para bons índices de emprego e renda, o que significa que esses inquilinos têm condições de arcar com os valores atuais", analisa, lembrando que o perfil econômico de Belo Horizonte é de comércio e serviços, setores que ainda não foram diretamente afetados pela redução da atividade industrial. Para Júnior, os preços não devem aumentar muito, tendo em vista que a grande elevação já aconteceu, e foi em um período de maior aquecimento econômico, antes da crise de 2008.


Rentabilidade - Estabilidade prevista também na rentabilidade, que não deve ultrapassar os 0,5% mensais, tendo em vista que os inquilinos não têm como acompanhar os valores atuais dos preços dos imóveis. Júnior reconhece que já houve um tempo em que a rentabilidade de alguns imóveis chegava a 1% ao mês. "No mercado imobiliário, o panorama é compatível com o investimento", afirma Júnior, lembrando que, na época de maior remuneração a taxa básica Selic era de 12,5%. E hoje, com taxa a 7,25%, analisa, a remuneração dos aluguéis acompanha a média do mercado.

Segundo a pesquisa, a rentabilidade de apartamentos de dois e três quartos, em um bairro popular, é de 0,35% e 0,31%, respectivamente. Em um bairro de classe média, um apartamento de 3 quartos, por exemplo, oferece rentabilidade de 0,38%. Já num de alto padrão, um apartamento de dois quartos tem rentabilidade de 0,36%; de três quartos, de 0,40%; de quatro quartos, 0,39%. E, em um bairro de luxo, a rentabilidade é mais baixa.  de 0,3% para dois e três quartos; de 0,25% para quatro quartos ou mais.

As projeções positivas para a economia brasileira em 2013, sobretudo nos setores de comércio e serviço, têm aquecido o mercado de locação de imóveis comerciais. Em outubro, a oferta caiu 2,12% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a variação nos últimos doze meses foi negativa em 5,31%. No mesmo mês, com IPCA de 0,59%, o valor dos aluguéis aumentou 1%, se comparado com o mesmo mês do ano passado. E se elevou em 11,4%, nos doze meses, ante igual período de 2011. Nesse período, o IPCA foi de 5,83%.(DiarioDoComercio)

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