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RJ: Moradores já são atraidos para a Zona Portuária antes da mesma ser revitalizada

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


Armazéns e sobrados estão se transformando em lofts e apartamentos moderninhos



O músico e produtor Ricardo Imperatore em sua nova casa na Zona Portuária do Rio.


Imagine transformar armazéns e sobrados da Zona Portuária do Rio em lofts e apartamentos moderninhos. Pois já há quem vislumbre este cenário e está investindo na compra e locação de antigos imóveis em bairros como Gamboa e Saúde. Com o projeto da prefeitura de reurbanização da área, o Porto Maravilha, os preços das unidades residenciais triplicaram, de acordo com corretores. Mas ainda, digo, ainda!, são bem atraentes.Com os investimentos, a expectativa é de que o número de habitantes da região passe dos atuais 28 mil para 100 mil dentro dos próximos quatro anos.

"Ainda não há farto comércio na Zona Portuária. Mas a região já atrai estrangeiros e artistas, gente mais alternativa, para morar lá" diz Claudio Castro, diretor da Sérgio Castro Imóveis, que atua na área.

Do Flamengo para a Gamboa

O músico e produtor Ricardo Imperatore já se adiantou. Depois de ter o aluguel de seu apartamento no Flamengo reajustado em 400%, resolveu se mudar para um antigo depósito de mais de 100 metros quadrados na Gamboa com vista para a Baía de Guanabara, pagando mil reais mensais. E assim obteve a vantagem de morar mais perto do trabalho. Após a reforma, o imóvel ganhou ares de loft, com decoração que fica entre o industrial e o moderno.

"É como se eu morasse no Rio de 1930. Os casarões, hoje detonados, ainda são muito bonitos. A minha rua é deserta, não tem padaria, mas acredito no potencial da área para se tornar residencial" explica Imperatore.

A arquiteta Julia Abreu, da Peckson Engenharia, fez diferente. Comprou, em leilão, um sobrado preservado na rua Senador Pompeu para fazer um retrofit e transformá-lo em cerca de 20 apartamentos, incluindo lofts cheios de estilo. O objetivo é oferecer uma opção não convencional de moradia e com preço mais acessível.

"A região central possui baixa densidade habitacional, com muitos casarões desocupados. Com as mudanças que estão por vir, a área terá vida noturna e outras diversas atividades. Acredito que seja um momento para investimento na região" diz a arquiteta, que já começou a desenvolver o projeto.

Crescem os preços e o ritmo das vendas: prefeitura ainda sem previsão para início do cadastramento

Um dos projetos residenciais que prometem transformar a Zona Portuária é o de construção dos 1.330 imóveis que servirão às Olimpíadas e serão financiados pela prefeitura para servidores municipais. Previsto para setembro ou outubro, contudo, o início do cadastramento dos interessados ainda não começou e está sem previsão.

"Estamos finalizando ajustes referentes a juros, prestações e outros acertos" diz o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo Teixeira.

Segundo Alberto Herbster, morador da Saúde há mais de 20 anos, o perfil de pessoas que transitam na área mudou:

"Minha dentista vendeu o imóvel em Copacabana, comprou dois no “Moradas da Saúde” e reformou um para morar."

Os preços na região já se valorizam. Em dois anos, um imóvel no “Moradas” saltou de R$ 80 mil a R$ 200 mil. E a velocidade de vendas aumentou.

"É muito interessante este movimento de busca do Porto como solução de moradia. Mas os pioneiros pagam um preço maior, pois apostam num projeto que só estará pronto mais à frente" diz o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider.(G1)

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