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Fim do déficit habitacional exige R$ 18 bi ate 2030

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Aporte pode zerar déficit habitacional.

A carência de moradias tem atraído investidores estrangeiros para o setor de construção civil do Brasil


Apesar do crescimento vivido nos últimos anos, o mercado imobiliário ainda necessita de elevados investimentos para atender à demanda reprimida de moradias no Brasil. Somente para reduzir em cerca de dois terços o déficit habitacional, que está em cerca de 8 milhões de moradias, seriam necessários investimentos da ordem de R$ 18 bilhões por ano até 2030. Esse cenário tem atraído investidores de outros países, que já injetaram entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões no Brasil para financiar projetos no setor, conforme pesquisa divulgada pela Ernst & Young Terco, empresa especializada em serviços de auditoria, transações corporativas e consultoria.

O estudo mostra que essa grande demanda reprimida por moradia e a vontade de financiar o setor por parte de investidores elevará o Produto Interno Bruto (PIB) do setor dos atuais R$ 170 bilhões ao ano para R$ 270 bilhões, em menos de uma década.

Segundo o diretor de fusões e aquisições para o setor imobiliário da Ernst & Young Terco, Viktor Andrade, para chegar a essas estimativas a empresa contou com a ajuda da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e levou em conta alguns fatores.

Um deles é o valor estimado para se fazer a recuperação de imóveis já degradados no país. Outro elemento que embasou o levantamento foi a necessidade de gastos para que as pessoas saiam de moradias inadequadas ao convívio. E, por fim, a estimativa de crescimento populacional. Com esses dados em mãos foi possível traçar um panorama para os próximos anos do segmento da construção civil.

Para Andrade, o que torna o país atraente aos investimentos estrangeiros é, primeiramente, o volumoso mercado interno. Ao mesmo tempo em que muitos brasileiros não têm moradia, vários estão entrando agora no mercado consumidor. E essa mudança é justificada pela ascensão de classes e aumento do crédito, incluindo programas habitacionais voltados para a baixa renda.

"Além da capacidade do mercado de crescer, o Brasil também atende plenamente aos anseios estrangeiros por possuir estabilidade econômica e social, além de segurança institucional", afirma.




Aumento da renda e expansão do crédito atraem investimentos estrangeiros para a construção civil


Aliado - O presidente do Instituto Mineiro de Mercado de Capitais (IMM), Paulo ngelo Carvalho de Souza, acredita que o interesse de estrangeiros em investir no mercado imobiliário brasileiro pode ser um aliado na busca pela redução do déficit habitacional no país. "Esse é um dinheiro que as empresas vão utilizar para construir novas moradias e fazer o mercado girar", afirma.

Carvalho explica que existem diferentes formas de entrada dos recursos estrangeiros voltados para o setor imobiliário. Uma delas é a tradicional, em que investidores apostam em empresas locais do segmento, injetando recursos de forma direta. Outra maneira seria por meio da aquisição de imóveis para a venda em momentos de valorização.

Mas, em todos os casos, ele defende como benéfica a parceria com o capital estrangeiro. "O que temos que pensar é o seguinte: se não entrar investimento estrangeiro no país, o Brasil terá dinheiro sozinho para promover esse desenvolvimento? Levando em conta o tamanho do déficit do país, eu acredito que não", afirma.

O diretor-presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMM-MG), Silvio Saldanha, acredita que a entrada de investimentos estrangeiros pode ser uma solução para a redução dos atrasos na entrega dos empreendimentos, um dos maiores problemas do setor. "Tudo que for para capitalizar as empresas e contribuir para que elas cumpram seus compromissos só pode ser positivo", afirma.(DiarioDoComercio-BH)

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