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Vende-se menos imóveis, mas fatura-se muito mais em BH

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Crescimento no faturamento foi de 10% nos primeiros oito meses do ano


Limites. Crescimento imobiliário em BH vinha forte, mas esbarrou na falta de terrenos e na mão de obra cara; oferta caiu e preço subiu



O número de imóveis vendidos em Belo Horizonte neste ano é menor que o de 2011, mas o valor arrecadado nessas vendas só cresce, provando que, quanto menor a oferta, maior o preço. De janeiro a agosto deste ano, foram registrados nos cartórios da capital 12.218 apartamentos, que geraram R$ 4,48 bilhões em negócios. Nos oito primeiros meses de 2011, os 13.642 apartamentos registrados foram vendidos por um total de R$ 4,07 bilhões. Alta de 10,03% de um ano para o outro no faturamento.

Os dados constam em uma pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas da UFMG (Ipead), com base nas emissões do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Por esses números, a matemática mostra que o valor médio de um apartamento, nos primeiros oito meses do ano passado, era de R$ 298,3 mil. Já em 2012, essa média saltou para R$ 366,6 mil: alta de 22,8% no preço médio, contra queda de 10,43% no total de unidades vendidas.

No último mês de agosto, segundo os registros do ITBI, foram comercializados em Belo Horizonte 1.681 apartamentos, com um faturamento de R$ 642,4 milhões. No mesmo mês de 2011, foram negociados 1.812 apartamentos que geraram R$ 605,1 milhões. O crescimento na receita foi de 6,5%.

Pela pesquisa, 72,79% das transações em Belo Horizonte foram relacionadas ao segmento apartamento, uma alta de cerca de 70% em relação ao mesmo período de 2011.

No ano passado, o valor médio de um apartamento na capital foi de R$ 308,8 mil, sendo que, de janeiro a agosto, a média era ainda menor: R$ 298,3 mil. Em agosto último, a média foi R$ 382,1 mil, superior à média dos oito primeiros meses do ano, o que deve empurrar os preços ainda mais para cima no resto de 2012.

A diferença ainda pode ser maior. "Muitas pessoas compram o apartamento e não fazem a transferência do imóvel em cartório no mesmo ano", explica o economista Ari Francisco de Araújo Júnior, professor do Ibmec. Para o especialista, dois fatores contribuem diretamente para a alta nos preços dos imóveis em Belo Horizonte: a maior procura, em função da ampliação das linhas de crédito pelo governo; e o reajuste nos preços dos insumos da construção civil, principalmente da mão de obra. "Os salários estão altos em função da dificuldade de se encontrar mão de obra especializada".









Redução de juros aquece o mercado

O presidente do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, atribui a alta nos preços dos apartamentos em Belo Horizonte "aos efeitos positivos dos incentivos fiscais". Segundo ele, a redução dos juros bancários e a ampliação das linhas de crédito pelo governo estariam contribuindo para o aquecimento do mercado.

"O maior acesso ao crédito vem permitindo ao consumidor comprar imóveis mais caros, o que acabou inflacionando os preços", disse. O presidente do Secovi-MG acredita que essa tendência no mercado seja mantida ainda para o próximo ano.

Os prazos também ajudam a aumentar a venda. "Atualmente, as linhas de crédito permitem um prazo maior de financiamento, de até 40 anos. As pessoas vão continuar comprando imóveis, e o mercado está atento para converter a demanda em um bom negócio", disse. (AA-OTempo)


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