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Preço dos imóveis deve desacelerar

sexta-feira, 26 de outubro de 2012



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Nos últimos tempos, o valor dos imóveis passou por um fenômeno de alta. Os preços dos lançamentos subiram em uma proporção que superava o avanço da economia brasileira. Traumatizados pelo que aconteceu nos Estados Unidos -  e que reflete até hoje - muitos pediram cautela do mercado com uma possível bolha imobiliária que estava se formando. Os valores dos empreendimentos novos continuam em alta. Contudo, especialistas do mercado afirmam que vamos entrar em um momento de "normalidade" nesses avanços e, em alguns casos, podemos até registrar queda dos valores.

A expectativa para a curva nos próximos meses é de casamento com o que será registrado pela economia nacional. Isso, segundo quem acompanha o mercado de perto, dá mais tranquilidade para que o interessado faça a melhor escolha sobre o imóvel que vai comprar.

A existência ou não de uma bolha no setor imobiliário causa discórdia, contudo, é unanimidade que os preços subiram bastante nos últimos tempos. Segundo o professor da FGV Samy Dana, até demais. Com as cifras nas alturas, as construtoras estão com problemas para passar os imóveis para a frente. 

Baixar os preços seria ruim para o mercado, então, para chamar os clientes, as empresas entraram em uma fase de oferecimento de descontos, para poder vender os imóveis abaixo do preço anunciado, sem afetar a imagem do mercado. "Se o mercado estivesse tão saudável, não precisaria haver corretor de plantão, trabalhando no sábado, domingo e feriado. Se os preços estivessem de acordo com a realidade, assim que um empreendimento chegasse ao mercado estaria todo vendido", afirma o professor.

Para Dana, o interessado em adquirir um imóvel hoje tem que valorizar ao máximo seu dinheiro e procurar a melhor oferta das construtoras, pois isso fará com que ele pague um preço real pelo que está comprando.

Bolha?

A palavra recorrente coloca um ponto de interrogação na cabeça de quem está planejando mudar de endereço. O sindicato do mercado imobiliário, contudo, nega que exista qualquer possibilidade de irrealidade nos preços. 

De acordo com Claudio Bernardes, presidente da Secovi, a capacidade de consumo e o quadro econômico brasileiro dão sustentação ao aumento de preço dos imóveis nos últimos tempos. "A tendência é que eles entrem em certa ‘estabilidade’. Quando eu falo estabilidade, é uma flutuação de preços condizente com a economia. A gente sempre fala em preço médio, pois alguns lugares podem avançar e outros terão um decréscimo", diz.

Bernardes também diferenciou o mercado brasileiro hoje do americano pré-crise pelo fato de não haver uma alta porcentagem de compra para especulação. "Os números mostram que cerca de 70% dos compradores estão adquirindo o primeiro imóvel. Ninguém compra o primeiro imóvel para especular, compra para morar", afirma.

Queda nos juros não deve mudar o quadro

Com a Selic em 7,5 pontos percentuais e um movimento recente de queda - apesar de a aposta do mercado seja de uma retomada de alta, porém leve - os investimentos de renda estão cada vez menos interessantes, levando quem tem dinheiro parado a "olhar para o lado" na hora de aplicar. Esses compradores interessados no lucro, no entanto, não devem ser uma ameaça para o mercado. "Apenas slguns imóveis a mais serão vendidos para os investidores ", diz Bernardes.

Samy Dana ainda alerta para que o investidor coloque seus ganhos na ponta do lápis na hora de fazer uma investida no mercado imobiliário. "Ganhar com aluguel em um imóvel de R$ 1 milhão, por exemplo, nunca vai ser positivo, a não ser que o aluguel seja muito alto", afirma. "E o que dizem que imóvel só valoriza acaba sendo mito, é só ver quanto custa um empreendimento antigo e um novo na mesma rua. Existe uma depreciação", completa.

Índices continuam firmes

Apesar de as empresas venderem boa parte de seus imóveis abaixo do preço anunciado, os indicadores não serão afetados. Segundo Eduardo Zylberstajn, coordenar do índice Fipe/Zap, parâmetros, como o que ele comanda, focam no mercado secundário, evitando assim esse tipo de discrepância.

"O que notamos é que a tendência vem sendo a de alta. Mas estamos em uma trajetória de desaceleração", afirmou Zylberstajn.(IstoeDinheiro)

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