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Edifícios residenciais também atraem o interesse de investidores

sábado, 13 de outubro de 2012


Prédios da Região Central de BH atraem o interesse de investidores e passam a ter novas possibilidades de utilização. Há apostas nos segmentos comercial, turístico e residencial


Edifício que abrigava a seguradora Minas Brasil dará lugar a escola de cursos e a apartamentos (Maria Tereza Correia/EM)
Edifício que abrigava a seguradora Minas Brasil dará lugar a escola de cursos e a apartamentos
Empreendimentos residenciais também dividem o interesse de investidores na revitalização de edifícios na Região Central de Belo Horizonte. Mais especificamente nas redondezas da rodoviária, onde o empresário Teodomiro Diniz, diretor-presidente da construtora Diniz Camargos, acaba de adquirir o imóvel de 25 andares da companhia de seguros Minas Brasil Zurick.

O prédio terá apartamentos residenciais de um e dois quartos entre o décimo sexto e o vigésimo quinto andar. Os outros pavimentos serão ocupados por escola profissionalizante para jovens carentes. Em cada andar, serão construídos 16 apartamentos de um e dois quartos e metragem de 40 metros quadrados. As unidades vão ser comercializadas por valor entre R$ 250 e R$ 300 mil.

As obras aguardam apenas aprovação da prefeitura para serem iniciadas. “O Centro de Belo Horizonte como um todo tende a ter melhoria crescente nos próximos anos. A área histórica é importante, é o cartão-postal da cidade”, diz Camargos. É a terceira aposta do empresário no Centro da capital. A primeira foi a reforma e restauração do Edifício Chiquito Lopes, na Rua São Paulo, entre a Rua Caetés e Avenida Afonso Pena. O prédio, que era propriedade da Vale, ganhou 167 apartamentos. O empreiteiro resolveu repetir a dose com um dos edifícios mais famosos da cidade: o “Balança Mas Não Cai”.

Reza a lenda que o prédio de 17 andares, construído em 1945 (em estilo eclético e toques de art déco), tinha problemas na estrutura. Balançava, e o pior, podia cair. Daí o apelido: “Balança Mas Não Cai”. Ele era dividido entre salas comerciais e apartamentos residenciais, foi república de estudantes, e depois ficou fechado durante muitos anos. Mas nunca caiu e nem vai cair, como garante Camargos. A fachada foi reformada e o lançamento das 66 unidades residenciais está no forno. “O Centro se desgastou muito no passado. Agora tem uma curva ascendente”, afirma o empresário.

LUXO NA BOEMIA
 Outro arranha-céu de 27 andares na região do Bulevar Arrudas vai ganhar cinco estrelas. No segundo semestre de 2013 vai ser inaugurado o Golden Tulip, em investimento de R$ 200 milhões. O hotel vai ter 410 apartamentos de luxo, com medidas de 40 metros quadrados, além de quatro suítes presidenciais de 90 metros quadrados cada uma e uma suíte real, de 230 metros quadrados. O valor médio da diária é estimado em R$ 350. A área, caracterizada pela boemia e concentração de shoppings populares, vai mudar de cara, garantem os investidores. Os incorporadores têm projetos para desembolsar ainda alguns milhões em empreendimentos comerciais de luxo no bulevar.

A Região Central da capital deve continuar se valorizando acima da inflação nos próximos anos, avalia Evandro Negrão de Lima Júnior, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção de Minas Gerais (CMI-MG). “Tivemos vários investimentos em shoppings e faculdades que transformaram a região. E muitos prédios comerciais viraram residenciais”, observa.

Projeto do bem
A entidade filantrópica Sistema Divina Providência vai oferecer 75 cursos profissionalizantes no edifício da Minas Brasil. O responsável pelo projeto, o empresário Jairo Azevedo, afirma que eles serão focados na área de estética e beleza, informática, grastronomia e moda. A programação começa no próximo ano e as empresas interessadas em manter os cursos pagarão cerca de R$ 6 mil por três turnos de aula.(Uai/EM/Economia)

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