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Demanda por imóveis muda cenário da Pampulha em Belo Horizonte

domingo, 28 de outubro de 2012

Casas começam a ceder espaço para os prédios em bairros da região.

A forte demanda por imóveis na Pampulha começa a modificar o cenário da região, conhecido pela
concentração de mansões nas proximidades da orla da lagoa. As casas luxuosas passaram a dividir espaço com os prédios nos bairros vizinhos, alguns deles destinados até a classe média baixa. Na região, apenas a orla não foi afetada pelos condomínios verticais, mas as residências começam a ceder espaço para uso comercial.

Quem passa pelo local ainda não percebe a mudança por causa da proteção da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Segundo o diretor de Projetos do Sinduscon-MG, Renato Machado Michel, a orla é resguardada por diretrizes especiais por sua condição de cartão postal, composto pelo conjunto arquitetônico, e de preservação da bacia da Pampulha. 'O aumento do número de moradores nas proximidades da lagoa afeta a bacia, porque vão produzir poluição', alerta.

Dentre as restrições imposta, Michel também aponta a altimetria, que proibe construções acima de nove metros de altura. Prédios fora desse padrão somente podem ser construídos nos bairros vizinhos, como Santa Amélia, Itapoã, Ouro Preto, dentre outros.

Patrimônio
O presidente da Câmara da Indústria da Construção Civil da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargo, avalia que as restrições são necessárias para conservar o patrimônio. 'Quanto às regiões próximas, a verticalização ajuda a preservação do meio ambiente, por ocupar menos o solo'.

As construtoras comemoram a boa fase, e as imobiliárias, responsáveis por negociar os antigos apartamentos - e também os novos - registram queda nas vendas. A elevação dos preços dos imóveis na região da Pampulha é um dos motivos do desaquecimento da revenda. A justificativa dos corretores entrevistados é unânime: valores com base em especulações fora da realidade.

'O mercado está frio porque os preços, elevadíssimos, dos novos e usados, não correspondem à realidade dos imóveis', avalia o diretor da imobiliária Plantão Imóveis, Eunildes Almeida Santos, que estima valorização nos últimos três anos de, no mínimo, 30%: um imóvel que era vendido por R$ 250 mil, hoje, custa entre R$ 350 mil e R$ 380 mil na região. O mesmo acontece com os imóveis populares, comercializados por R$ 55 mil há quatro anos, são vendidos em torno de R$ 150 mil. 'Essa mesma unidade poderia ser comercializada por, no máximo, R$ 80 mil', avalia Santos. (J.C.) l


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