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BH - Dois Quartos: Grande procura, baixa oferta

sábado, 20 de outubro de 2012

Esses imóveis atendem às novas famílias brasileiras

Pequenino. Imóveis de até dois quartos são apostas de empresas e investidores



Rentáveis e práticos, os apartamentos com metragens menores têm conquistado a preferência dos consumidores, seja para moradia ou para investimento. Geralmente comprados ou alugados por solteiros, divorciados, recém-casados, casais sem ou com poucos filhos ou por amigos que querem dividir um local para viver, tais empreendimentos têm alta procura e são apostas de muitos investidores, construtoras e empresas que atuam no ramo imobiliário.

Segundo Evandro Negrão, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), os imóveis de até dois quartos apresentam muitas vantagens – por isso são tão atrativos.

De acordo com ele, quem planeja comprar para morar encontra benefícios como baixo valor e facilidades de financiamento. Os que pretendem alugar, também são favorecidos com baixas taxas. Já os que visam investir, além de ter a facilidade em alugar e revender, podem apostar na valorização.

“Esses imóveis são vantajosos. Em termos de aplicação financeira, por exemplo, a inflação é próxima a zero. Além disso, houve grande sofisticação nas áreas comuns, o que, em contrapartida, faz com que as pessoas aceitem e queiram adquirir esse tipo de empreendimento”, diz o presidente da CMI/Secovi.

Caio Celso Cardoso, sócio-proprietário da Excelso Construtora, concorda e lembra que com a mudança da Lei do Uso e Ocupação do Solo, foi reduzido o coeficiente de aproveitamento – número que indica o quanto pode ser construído em determinado terreno –, o que contribuiu para a construção de empreendimentos com preços menores e ao alcance dos compradores.

Desafios
Embora haja grande procura e boas expectativas, a oferta de imóveis desse padrão é deficiente, principalmente para quem deseja alugar. Além de um gargalo no mercado devido à busca intensa, no quesito locação a possibilidade de inadim-plência do inquilino, entre outros fatores, torna a venda de tais empreendimentos economicamente mais vantajosa.

Uma outra dificuldade do segmento é a aquisição de terrenos para construção de imóveis e aumento do leque de opções. Apesar dos pesares, construtoras se desdobram para suprir as demandas.

“Terrenos maiores estão muito escassos, mas há disponibilidade de terrenos de porte médio. São obras menores, mas que atendem a esse perfil”, ressalta Caio Celso.


Rentabilidade em torno de 19%
Embora a oferta seja pequena, os novos lançamentos e a queda significativa de juros para compra têm dado um gás no segmento. Com as facilidades de financiamento, algumas pessoas têm optado por comprar tais empreendimentos, locar, quitar as prestações com o valor do aluguel e depois transformar o imóvel em fonte de renda.

“Imóveis menores têm maior liquidez e isso é muito positivo”, afirma Evandro Negrão, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

Para Caio Cardoso, sócio-proprietário da Construtora Excelso, quem tem oportunidade e condições, pode apostar nesse tipo de empreendimento. “Nossos investidores têm tido muito sucesso e um retorno muito bom, acima das expectativas do mercado, com rentabilidade de 19% ao ano”, comemora. Sobre as melhores regiões para se investir, Evandro Negrão acredita que o Vetor Norte será o mais promissor.(JornalPampulha/OTempoBH)

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