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Falta imóvel para pequenas empresas em BH

domingo, 2 de setembro de 2012

Dificuldades para achar o imóvel para a empresa são enfrentadas por pequenos empreendedores - Paciência na procura dá bons resultados
Depois de quatro meses de andanças e quase uma dezena de lojas visitadas, as irmãs e sócias da loja de bebidas e delicatessen Empório Colonial, Fabiana Felipe, Adriana Melgaço e a mãe Miralvina Melgaço comemoram a descoberta do ponto ideal. Juntas, elas visitaram várias opções de estabelecimentos, pediram socorro para imobiliárias e até tentaram negociar direto com proprietários, mas não vinham obtendo sucesso. “Eles tinham uma série de restrições. Quando não era com o tipo de negócio, era com a exigência de fiadores”, lembra Adriana.

Na última semana, elas conseguiram finalmente assinar o contrato de aluguel de um ponto, no Bairro Planalto, na Região da Pampulha, no qual vão instalar a empresa. Antes disso, fizeram pesquisa porta a porta com o público-alvo para entender as demandas da região. “Estamos animadas porque tem uma localização boa, vários prédios serão construídos no entorno e não há concorrência”, conta Fabiana, que recebeu o apoio do irmão Christiano Felipe, que também pretende inaugurar um negócio próprio. A expectativa é de que a inauguração ocorra até meados de setembro. Agora, o espaço passa por pequenas reformas elétricas para que a loja finalmente comece a funcionar. “A negociação com o proprietário foi tranquila, o espaço é exatamente como queríamos”, comenta Fabiana.

A dificuldade de escolher o melhor local para abertura do negócio não é exclusividade da Empório Colonial. Desde julho, o projeto Minha Vida de Empresário do Estado de Minas acompanha o passo a passo de seis novos empreendimentos com atividades em Belo Horizonte e em Montes Claros, no Norte do estado, e já constatou que a decisão pelo ponto está entre as mais importantes para garantir o sucesso dos negócios. Durante um ano, a reportagem irá acompanhar o desempenho desses micro e pequenos empresários com a intenção de mostrar a evolução dos negócios, os obstáculos e o amadurecimento alcançado por cada uma das empresas.

Assim como o trio da delicatessen, Juliana Rezende e Débora Oliveira, sócias da Doce Requinte também estão à caça de um imóvel no qual possam montar a loja que hoje funciona temporariamente na casa de Débora. “Não pode ser qualquer lugar porque pretendemos atingir um público específico com nossa produção de doces e salgados personalizados”, observa Débora. A ideia inicial era concentrar os esforços na região da Savassi e Funcionários, mas pouco a pouco foi descartada. “Houve uma valorização de preços muito grande na região”, lamenta Juliana. A alternativa foi expandir o raio de procura para bairros como Gutierrez e Buritis. “Consideramos, inclusive quiosque em shoppings. O que precisamos é de ter visibilidade”, pondera Juliana.

Há um mês no Shopping Minascasa, os donos da Infatti Interiores, Radamés Pereira e Adriana Carvalho, comemoram a escolha do ponto. “Acertamos. Optamos por um lugar que já tem demanda para o segmento. Com isso, não tivemos que gastar com divulgação”, pondera Radamés. Eles até haviam cogitado a possibilidade de abrir na rua, mas a dificuldade de tornar a marca conhecida foi o grande ponto contra. “Queríamos escolher um polo próprio do setor de móveis. O fato de o shopping ter estacionamento é um fator que pesa bastante”, avalia.

A facilidade de estacionamento está entre os principais diferenciais de um bom ponto, na avaliação da analista técnico em Marketing do Sebrae Luciana Lessa. “Proximidade de outros estabelecimentos comerciais, segurança, movimento da rua e perfil do cliente da região escolhida também deve ser levado em conta”, aconselha. Conhecer o público-alvo que o ponto comercial pretende alcançar também é fundamental. “Não adianta abrir onde o cliente não esteja”, alerta.

Movimento em baixa

Apesar de também estar no shopping, a Inbox ainda não colhe os mesmos frutos da Infatti. Por ser novo, o Estação BH não tem atraído o público esperado pelos sócios Alessandro Oliveira, Rubens Campos e Sérgio Silva. “Estamos no terceiro andar e as pessoas não chegam até lá porque boa parte das lojas âncoras do andar ainda estão fechadas. Então não estamos totalmente satisfeitos com o ponto”, comenta Rubens.

Raphael Oliveira, dono da Retorno Confecções, em Montes Claros, também lamenta o movimento ainda incipiente do shopping popular Cantopê. “Acho que só vai deslanchar mesmo no Natal. Mas o potencial de expansão é grande diante do mix de produtos, maior do que o do shopping concorrente.”(EM=Economia)

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