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Construtoras do segmento popular passam a investir em coberturas

domingo, 23 de setembro de 2012



Possibilidades de aproveitamento da área externa do apartamento convencem moradores, que ainda buscam conforto

 (Eduardo Almeida/RA Studio)
São muitos os que sonham morar em uma cobertura, daquelas que permitam uma série de atividades impensáveis no confinamento de um apartamento padrão. Esse bem, que há pouco tempo era para poucos e restrito a algumas regiões, agora encontra espaço em empreendimentos até mesmo de construtoras voltadas para o segmento popular.

A estrutura diferenciada a que tem acesso quem pode investir em uma cobertura não deixa margem para dúvidas quanto ao conforto oferecido por esse tipo de imóvel. Diretor da Mobyra Incorporações, Rodrigo Nunes conta que, além da área descoberta, ela geralmente tem um cômodo extra e um banheiro. A flexibilidade é outro diferencial. “A configuração da área descoberta é feita de acordo com o desejo do proprietário, respeitando o que está previsto nos projetos, como a instalação de piscina, ducha, churrasqueira, sauna, entre outros. Dependendo do padrão do imóvel, esses itens podem ser montados pela própria construtora.”

Tudo isso contribui para que o mercado de coberturas na capital mineira apresente um horizonte promissor, como observa Nunes. “A procura está bastante elevada e as coberturas têm sido vendidas antes das unidades padrão. Foi o que ocorreu com dois lançamentos que estamos comercializando: o Residencial Porangatu, no Nova Suíça, e o Mirante, no Buritis, ambos na Região Oeste.”

O presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Jr., observa que a procura por esse tipo de imóvel varia muito em função do preço que o incorporador determina para o produto. “No entanto, pode-se dizer que sempre vai ser um imóvel diferenciado e, por isso, sempre terá um público cativo.”

LIQUIDEZ 
Apesar de reconhecer que coberturas voltadas ao mercado de alto luxo têm um pouco mais de liquidez do que os produtos do mercado popular, Negrão diz que é difícil determinar em quais locais elas são mais procuradas, porque existe demanda por bairro, projeto e preço”, justifica.

Por sua vez, Nunes confirma que as coberturas têm uma liquidez maior. “O sentimento de valorização também é maior depois que o empreendimento fica pronto, já que os compradores gostam de conferir a vista que o imóvel oferece. Assim, quem compra uma cobertura na planta para revender sempre fará um bom negócio, que vai se consolidar depois da finalização da obra.” Para ele, sempre haverá essa rentabilidade porque a oferta de coberturas será sempre menor que a de apartamentos comuns.

Mas, independentemente da cobertura e das variações quanto a seus itens, o principal motivo para se comprar esse tipo de imóvel é o conforto. Pensando no bem-estar, o empresário Bruno Gonçalves adquiriu uma unidade no Bairro Nova Suíça, Região Oeste de Belo Horizonte. “Optei pela cobertura por causa da liberdade que ela proporciona, pela vista privilegiada e também por não ter um vizinho em cima do meu apartamento”, justifica.

Além disso, Bruno destaca a possibilidade de ter mais espaço para se divertir em casa e colocar em prática o projeto que prevê a instalação de módulos fotovoltáicos para transformar energia solar em elétrica. “Essa é uma tendência. E ainda posso ter uma área de lazer mais agradável ao ar livre.”

Lazer ao ar livre 
A união da segurança do apartamento com o espaço da casa é um dos principais atrativos da cobertura. Mas antes de comprar uma, é bom conferir se essa vantagem é realmente oferecida
 (Eduardo Almeida/RA Studio)
Desejo de morar em um apartamento bem localizado, com segurança e liberdade para receber as pessoas; aproveitar a própria casa com privacidade, o que de certa forma proporciona também status, são as razões apontadas pelo diretor da Mobyra Incorporações, Rodrigo Nunes, para justificar o interesse no tipo de imóvel em qualquer região. “Independentemente da classe social para a qual um produto como a cobertura for disponibilizado, haverá demanda expressiva.”

Por isso, na avaliação de Nunes, a procura por coberturas sempre vai existir. E, dependendo do tipo de produto e regionalização, pode ser maior ou menor pela própria condição de oferta. “Isso é, em regiões em que há pouca oferta de empreendimentos com cobertura, a adesão pode até ser maior, porque essas unidades representam menos de 10% do total de apartamentos de um prédio. Sempre vai ter mais gente querendo do que coberturas disponíveis.”

O fato de serem consideradas uma espécie de casa suspensa faz com que as pessoas ainda continuem investindo em coberturas, de acordo com o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Jr. “Geralmente, as pessoas entendem que a cobertura oferece uma qualidade de vida superior a outros imóveis, já que, normalmente, ela tem mais espaço e dá ao morador mais liberdade para receber e realizar eventos. A cobertura é um meio-termo entre casa e apartamento, pois une a segurança de um ao espaço de outro”, compara.

ESTRUTURA LINEAR 
Mas antes de fechar o negócio é preciso conferir se todas essas vantagens são realmente oferecidas. Enfim, se o imóvel conta com os diferenciais propostos, como aponta Nunes. “Observar se a altura realmente vai oferecer privacidade, se está sendo projetada com espaço suficiente para receber os acessórios previstos por quem vai comprar”, exemplifica.

É preciso ter alguns cuidados para não levar gato por lebre. Com exemplo de transtornos que possam interferir até mesmo no bem-estar, o diretor Mobyra cita escadas de alguns projetos que podem suprimir um pedaço da área de convivência. “É preciso verificar, ainda, se o projeto vai permitir ao proprietário instalar piscinas, saunas e ofurôs, que demandam isolamentos específicos”, aconselha Nunes.

O empresário lembra que as coberturas não variam muito de uma empresa para outra. “O que muda são os atributos de lazer, que podem ou não ser instalados no espaço. No entanto, é possível inovar nesse sistema. A Mobyra está apostado em coberturas com uma estrutura linear, isso é, no mesmo nível do apartamento.” A aposta se deve ao fato de que essa disposição agrega mais espaço, uma vez que, nesse projeto, em vez de o morador ter acesso à cobertura por uma escada, ele poderá abrir uma porta em seu home ou na cozinha.

Segundo Nunes, “além da segurança para famílias com idosos e crianças, o sistema permite maior integração dos espaços, tornando o apartamento mais amplo. Esse é um projeto que estamos prevendo para um empreendimento no Bairro Filadélfia, em Betim”, revela. 

Três perguntas para... 
Rodrigo Resende diretor de Marketing e Vendas da MRV Engenharia

Rodrigo Resende (Eduardo Almeida/RA Studio)
Rodrigo Resende


Como anda o mercado de coberturas em Belo Horizonte?
Está bom, apesar de ser um mercado caracteristicamente mais lento, se comparado ao de apartamentos padrão. Entre os bairros em que a MRV Engenharia trabalha, a maior demanda está no Castelo, Região da Pampulha, e no Buritis, Região Oeste.

Qual é a tendência do mercado no que se refere a esse tipo de imóvel?

De crescimento. É um bom negócio, mas a liquidez é menor, pois o preço é maior.

Qual é o perfil de pessoas que investem nesse tipo de imóvel? E por qual razão preferem uma cobertura?
Geralmente, são famílias maiores e que buscam um espaço com mais privacidade para o lazer. Optam por esse tipo de bem porque se trata de um imóvel único, em que a menor oferta gera uma valorização.(Uai)

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