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Corretor comemora 50 anos de regulamentação da carreira

segunda-feira, 27 de agosto de 2012



Profissional aposta na valorização como empreendedor individual


"Apagamos muitos incêndios. Quantos poderíamos ter evitado se estivéssemos no negócio desde o início" - Adriana Magalhães, conselheira da CMI
A regulamentação da profissão de corretor de imóveis chega aos 50 anos com muitas conquistas e também novas obrigações. Como a lei de 1978, que tornou o corretor um profissional liberal ou a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLS 90/10), que permitiu à categoria atuar dentro dos princípios do empreendedor individual, com benefícios como registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), atuação dentro do Simples Nacional e recolhimento à Previdência Social.

O mercado está pronto para receber novos profissionais. Minas Gerais conta com 25 mil corretores, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm, respectivamente, 130 mil, 45 mil e 35 mil. Para o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares, a profissão é rentável, com ganhos iniciais de R$ 5 mil.

O retorno vem acompanhado de responsabilidades. Desde a publicação do novo Código Civil, o corretor responde como corresponsável pelas vendas que faz. Ou seja, se o imóvel apresentar algum vício que estava oculto no momento da venda, o profissional não poderá alegar desconhecimento. “Ele tem o dever de prestar todas as informações aos clientes, além de colocá-las no contrato de compra e venda”, ensina Tavares. “Aquelas pessoas que atuam como corretoras sem registro no Creci, geralmente não têm esses cuidados. E ainda burlam a lei, colocando cartazes e anúncios na rua, o que é proibido. Deve-se sempre desconfiar desse tipo de anúncio”, alerta.

Diretor geral dos Diários Associados, Edison Zenóbio elege o corretor como o elo mais sadio entre o mercado e o consumidor final. “É o profissional que contribui para a realização do maior sonho de todos os brasileiros, a conquista da casa própria”, destaca. “A indústria da construção civil tem uma importância enorme na economia e estimula uma extensa cadeia produtiva. O corretor tem desempenho fundamental nessa engrenagem, pois, se ele não comercializa os imóveis, o ciclo para”, completa.

CONSCIENTIZAÇÃO 

Adriana Magalhães, conselheira da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI), diz que a categoria tem muito a comemorar nesses 50 anos. “Hoje, o corretor é bem remunerado e pode se dedicar, como a maioria faz, 100% à atividade e se realizar profissional e pessoalmente”, garante.

Olhando para o futuro, Tavares quer conscientizar a categoria sobre a importância de declarar seus ganhos e pagar o INSS. “Os corretores precisam se lembrar de que vão querer e precisar se aposentar um dia. Mas, infelizmente, a maioria ainda vai na contramão dessa lógica. A aprovação do PLS pode contribuir bastante na mudança desse cenário”, espera. Adriana diz ser necessário atuar junto à população para que ela perceba o valor na intermediação do corretor. “Apagamos muitos incêndios. Quantos poderíamos ter evitado se estivéssemos no negócio desde o início. É o barato que sai caro”, sentencia.

PRÊMIO

Termina sexta-feira o prazo para inscrições no 1º Prêmio Edison Zenóbio. Serão premiadas as melhores estratégias de comunicação do segmento imobiliário veiculadas no Estado de Minas e no portal Lugar Certo. Aquelas peças mais bem-sucedidas na promoção de vendas serão julgadas por uma comissão, que definirá o vencedor em novembro. Para participar, a empresa precisa ser associada à Câmara do Mercado Imobiliário (CMI). São duas categorias disponíveis: Incorporadoras e construtoras ou Imobiliárias e corretoras. Os cases vencedores terão divulgação de destaque no jornal e no portal, além de ganhar uma cota para a publicação de anúncios exclusivos.

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