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Contratos de financiamentos da casa própria em Minas somam R$ 4,8 bi no 1º semestre

sábado, 11 de agosto de 2012

Crescimento frente a 2011 chega a 23%


O volume de empréstimos habitacionais está maior e mais jovens estão comprando a casa própria. No primeiro semestre foram financiados 57.298 imóveis em Minas Gerais, no valor de R$ 4,81 bilhões. O crescimento foi de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da alta, a expansão de financiamento no estado foi mais baixa do que no resto do país, onde as contratações somaram R$ 45,9 bilhões, aumento de 33,2% em relação aos sete primeiros meses de 2011, segundo dados da Caixa Econômica Federal.

“Há uma diferenciação de crescimento nas regiões brasileiras. No Nordeste, por exemplo, há mais famílias sem casa e houve maior ascensão da nova classe média”, acredita Rômulo Martins de Freitas, superintendente regional da Caixa. Até julho, a Caixa contratou no país R$ 55,08 bilhões em crédito habitacional. Em 2011 esse volume chegou a R$ 80,09 bilhões. O executivo ressalta o salto no valor de contratações nos últimos anos. “Em 2003 o valor foi de R$ 5 bilhões. Neste ano vai ser de R$ 100 bilhões”, diz.

O levantamento da Caixa mostrou que o brasileiro está realizando o sonho da compra da casa própria mais cedo. Os dados indicaram que 58% dos mutuários que contrataram financiamentos no primeiro semestre têm até 35 anos. Na média geral da carteira habitacional 44% estão nesta faixa etária. “O ganho real na renda da população, o programa Minha casa, minha vida e o programa Caixa Melhor Crédito ajudaram o mutuário a conseguir comprar o imóvel mais cedo”, avalia Freitas. Ele ressalta que o prazo de financiamento mais longo também favoreceu a compra do imóvel pelos jovens. “A nova classe média, representada por cerca de 40 milhões de pessoas, leva os consumidores a comprar não só a casa própria como também o carro, a moto e os eletrodomésticos”, afirma Freitas.

A taxa de juros cobrada do mutuário está mais baixa, se comparada com 10 anos atrás. O valor médio pago neste ano está em 6,31% ao ano, contra 6,94% em 2002. “A taxa de juros caiu tanto na linha com recursos do FGTS como na da caderneta de poupança”, observa Freitas. O acesso a imóveis de melhor padrão também deu salto. Em 2002 o valor médio financiado era de R$ 24,9 mil e neste ano está em R$ 103,5 mil.

O balanço da Caixa mostrou ainda que o número de unidades financiadas no Minha casa, minha vida para a faixa de renda 3 (veja quadro) teve queda expressiva do primeiro para o segundo programa em Belo Horizonte: passou de 1.375 unidades para 376. Nessa faixa de renda o valor do empréstimo pode ser de até R$ 150 mil na capital. “O terreno aqui está mais caro e há dificuldade de contratar imóvel nesse valor”, diz Freitas.


Santander quer laçar mutuários
Depois de os bancos públicos terem anunciado redução na taxa de juros para crédito imobiliário, o Santander apresentou ontem os novos percentuais de reajuste. É a segunda instituição privada a diminuir as condições de financiamento para aquisição da casa própria (o Citibank foi o primeiro). Em comparação com as taxas antigas, a redução é de até 16,2%. Em maio, o banco já tinha alongado o prazo do empréstimo de 30 para 35 anos.

Repetindo as medidas adotadas pela Caixa Econômica Federal, as maiores reduções se darão para os clientes que tiverem relacionamento com banco. Para isso, terão que aderir ao pacote de serviços Van Gogh e ainda fazer migração da conta salário. Nesse caso, para aquisição de imóveis de até R$ 500 mil, a taxa será de 8,8% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Em média, a taxa anterior era de 10,5% mais TR. A taxa máxima dos empréstimos será de 11% mais TR tanto para imóveis que valem menos de R$ 500 mil, que estão dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), quanto para os mais caros. Sem conta salário no banco, a taxa varia de 9% mais TR até 10% mais TR, dependendo do valor do imóvel.

Segundo José Roberto Machado, diretor de Negócios Imobiliários do Santander, a tentativa de aumentar a carteira de crédito imobiliário é explicada pela maior rentabilidade desse tipo de cliente. Ele afirma que aqueles que contratam financiamento da casa própria tendem a contratar outros serviços e aumentar o relacionamento com o banco. “Ficou claro que o cliente com crédito imobiliário tem mais relação com o banco. Comparado com outros produtos, a proximidade é mais lenta. Se sair satisfeito, concentra seus investimentos no banco”, afirma Machado.

Entre os bancos privados, o Santander é o com crescimento mais agressivo do segmento. No comparativo entre o primeiro semestre e igual período do ano passado, a carteira do banco para pessoa física cresceu 58%, enquanto a média do mercado é de 30%. No período, o setor disponibilizou R$ 24,4 bilhões, sendo que R$ 2,7 bilhões foram originados do Santander. No que tange ao crédito para pessoa jurídica, nos seis primeiros meses do ano o total financiado caiu 13% ante diminuição de 30% do mercado geral. Ao todo, o banco financiou R$ 3,3 bilhões ante R$ 11,3 bilhões do restante.

Com o crescimento neste ano, o banco atingiu 11% do total dos empréstimos imobiliários, incluindo a comparação com os bancos públicos. Na visão de Machado, o potencial de crescimento do setor ainda é grande e, atualmente, a carteira dos bancos, principalmente dos privados, ainda é pequena. “O segmento só começou a crescer nos últimos cinco anos.”(EM/Economia)

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