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BH - Preço recua, mas investimento segue firme no mercado imobiliário

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mesmo com custo médio do metro quadrado em queda na capital, aplicar em imóveis ainda é um bom negócio, apontam especialistas

O preço médio do metro quadrado de imóveis apresentou queda pelo segundo mês consecutivo em Belo Horizonte, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em julho, o preço de casas e apartamentos na capital mineira teve redução de 1,2% no metro quadrado. Além de BH, apenas Brasília apresentou leve recuo de 0,1%. Apesar da variação negativa, especialistas ainda apontam o mercado imobiliário como interessante para quem planeja fazer investimento a longo prazo, já que o país vem mantendo a política de redução da taxa básica de juros (Selic).

Na capital mineira, nos últimos 12 meses, o valor médio do metro quadrado subiu 10,7%. Segundo a pesquisa, os imóveis com um quarto tiveram a menor variação – 4,8% –, tendo tido queda nos últimos três levantamentos. Enquanto isso, na outra ponta, aqueles com quatro quartos ou mais registraram alta de 14%. Nas demais capitais, Fortaleza foi a campeã no mês passado, com valorização de 3,4%. Em Salvador, o avanço médio foi 1,8%, mesma tendência de São Paulo (1,3%), Rio de Janeiro (1,1%), e Recife (0,6%).

O professor da UFMG e coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Fundação Ipead/UFMG, Wanderley Ramalho, acredita que, depois de três anos de elevação significativa dos valores, ao longo do tempo, o preço dos imóveis deve se equilibrar. “Mas não é nada drástico”, ressalta. “O mercado de imóveis está voltando ao seu leito normal, o que era de se esperar”, afirma. Ainda assim, o especialista atesta que investidores que pretendem lucrar em prazos mais longos podem optar por adquirir imóveis. “Para quem pensa a longo prazo, sem dúvida, é um bom investimento. Não tem tanta liquidez, mas é algo seguro”, afirma Ramalho.

Em abril de 2009, quando começou a ser elaborado o índice Fipe para avaliar o preço do metro quadrado da capital mineira, o valor médio era de R$ 2.875. No mês passado, alcançou R$ 4.805, alta de 67,1%. Entre as sete capitais pesquisadas, BH praticamente divide com Fortaleza a quinta posição, ficando atrás de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife e a frente apenas de Salvador (veja quadro).

Política de incentivo

O presidente do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (Secovi-MG), Ariano Cavalcanti, entretanto, afirma que o mercado continua com procura considerável, principalmente nos segmentos de baixa e média renda, avaliados em até R$ 700 mil. Em contrapartida, ele diz que o segmento de alto padrão está acomodado. Dois fatores podem explicar a manutenção dos valores altos: a política de redução da Selic acompanhada da consequente movimentação dos bancos públicos para diminuir suas taxas para financiamentos imobiliários e o fato de se tratar de classes econômicas que ainda não possuem casa própria. “O mercado continua com boa demanda e a diminuição da taxa de juros melhora o acesso aos financiamentos em contraponto à crise econômica”, afirma Cavalcanti.

Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados ontem, o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 9,9% em julho frente a igual mês de 2011. É o pior resultado, nessa base de comparação, desde novembro de 2011, quando era negativo em 10,2%. “O resultado confirma a desaceleração da atividade econômica do setor”, afirma a FGV, em nota.(UAI/EM/Econoia/04-08-12)

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