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Locação cresce em SP após 3 meses de baixa; vendas caem após 3 altas seguidas

sábado, 21 de julho de 2012

Depois de três meses seguidos de baixa, a locação de imóveis residenciais voltou a crescer no Estado de São Paulo. Foram alugados em maio 3.352 casas e apartamentos, 4,38% a mais que em abril. Mesmo com as quedas de fevereiro (- 5,38%), março (- 1,71%) e abril (- 10,65%), o saldo é positivo no ano (+ 10,75%) graças ao bom desempenho de janeiro (+ 24,11%).

A pesquisa feita em maio pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) com 1.440 imobiliárias de 37 cidades mostrou que o mercado de imóveis usados teve comportamento inverso ao de locação. As vendas de casas e apartamentos caíram 4,91% em comparação com abril, que havia sido o terceiro mês seguido de alta das vendas de usados. No ano, o volume negociado pelas imobiliárias consultadas pelo Creci-SP é negativo em 4,86%.

Já o Índice Estadual de Preços de Imóveis Usados Residenciais do Creci-SP mudou de sinal, passando de negativo em março e abril para positivo em maio. A alta de 2,8% em maio reduziu o saldo negativo acumulado no ano para 14,03%. O Índice Crecisp é composto pela média de preços de imóveis vendidos e de novos aluguéis contratados no estado. Em maio, foram computados preços de venda e de locação de 4.246 imóveis em média, pesquisados nas 37 cidades.

- Oscilações são naturais nos mercados de venda e locação, mesmo nas situações em que tendências parecem estar se consolidando, como ocorreu no período de fevereiro a abril. Mesmo com o recuo observado na atividade econômica, com a previsão de crescimento do PIB deste ano caindo de 4,5% para 1,9%, vai errar quem prever futuro sombrio para os dois mercados - avalia José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.

A continuidade da queda dos juros, que afeta todos os tipos de aplicações financeiras, e a inexistência de soluções mágicas para remunerar a poupança das famílias, deverão fazer com que o interesse por investir em imóveis sustente a estabilidade desses dois mercados nos próximos meses.

- Comprar um imóvel usado, mais barato que um novo, e alugá-lo para ter renda mensal, continua sendo um investimento seguro - afirma o presidente do Creci-SP.

Ainda segundo ele, "é até possível que o interesse por imóveis usados aumente à medida que fique mais clara a perda de rentabilidade das aplicações financeiras".

As 1.440 imobiliárias consultadas pelo Creci-SP alugaram 3.352 imóveis nas 37 cidades pesquisadas, número que fez o índice de locação estadual evoluir de 2,2300 em abril para 2,3278 em maio (+ 4,38%). Os novos contratos mostram a prevalência das casas sobre os apartamentos - 55,01% das novas locações (1.844 unidades) eram casas e 44,99% eram apartamentos (1.508 unidades).

Houve crescimento das locações residenciais em duas das quatro regiões que compõem a pesquisa Creci-SP - na capital (+ 19,51%) e no interior (+ 3,13%) - e queda no litoral (- 3,45%) e nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (- 11,61%).

As imobiliárias receberam de volta, de inquilinos que desistiram da locação por motivos financeiros (13,29%) ou diversos (86,71%), mais da metade do total de imóveis que alugaram em maio: 1.881 unidades, equivalentes a 56,12% das novas locações. A inadimplência aumentou 2,82% de abril para maio ao passar de 3,54% para 3,64% do total de contratos em vigor nas imobiliárias que o Creci-SP consultou.

Os imóveis mais alugados em maio no Estado de São Paulo foram os de aluguel mensal até R$ 800, que representaram 51,32% do total de contratos assinados nas imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP. A distribuição dos contratos por região mostra que aluguéis até R$ 800 mensais predominaram no interior (60,87% do total) e na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (57,14%). No litoral foram mais alugados os de valor mensal até R$ 1.000 (63,96%), que subiu para até R$ 1.200 na capital (58,79% do total) (vide tabelas 105 a 109 nas págs. 40 e 41).

O fiador foi a opção de garantia de pagamento do aluguel preferida na capital (47,8%), no interior (80,56%), no litoral (47,76%) e na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (38,34%). A maioria das novas locações concentrou-se em bairros das regiões centrais das cidades do interior (78,59%), do litoral (74,13%) e do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (83,04%).

O menor valor de aluguel em maio foi registrado em Americana, onde casas de um dormitório em bairros da região central foram alugadas por valores entre R$ 250 e R$ 500. O maior valor foi um apartamento de 3 dormitórios em bairro nobre de Campinas, alugado por R$ 10 mil mensais.

Vendas feitas à vista e por meio de financiamento dividiram o ranking das opções de pagamento do mercado de imóveis usados estadual em maio. A consulta que o Creci-SP fez a 1.440 imobiliárias de 37 cidades do estado mostrou que a venda feita à vista prevaleceu no interior (54,09% do total de contratos efetivados) e no litoral (52,17%).

O crédito bancário respondeu por 55,68% das vendas na capital e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (78,37%), sempre com a Caixa Econômica Federal (CEF) respondendo pela maioria dos financiamentos concedidos. Os 1.022 imóveis usados vendidos em maio no estado dividiram-se entre casas (430 unidades, 42,07% do total) e apartamentos (592 unidades, 57,93%).

As vendas caíram em maio em três das quatro regiões que compõem a pesquisa Creci-SP: na capital (- 19,1%), no interior (- 0,22%) e no litoral (- 12,09%). Somente na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco houve crescimento na comparação com Abril, que foi de 11,43%. No acumulado do ano, o saldo de vendas é negativo em 4,86%.

As imobiliárias da capital tiveram em maio, concentração das vendas na faixa dos imóveis com preço médio final superior a R$ 200 mil (75,71% do total), valor que no litoral baixou para a faixa de até R$ 160 mil (52,2% do total) e subiu para até R$ 200 mil na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (50,88%). No interior, a maior parte das vendas - 52,16% do total - se deu na faixa de até R$ 140 mil.

Assim como na locação, a maioria dos imóveis usados vendidos em maio era de bairros centrais, com 73,28% dos contratos firmados nas cidades do interior; 83,09% no litoral; e 85,96% na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.

O preço mais barato de imóvel usado em maio foi o de casas de três dormitórios localizadas em bairros da região nobre de Jundiaí, onde o metro quadrado variou de R$ 597,01 a R$ 3.166,67. O imóvel mais caro de maio encontrado pela pesquisa Creci-SP foi um apartamento de quatro dormitórios em bairro da área nobre de Bertioga - R$ 13.428,57 o metro quadrado.

A pesquisa Creci-SP foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.(MMercantil)

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