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Investir em edifícios com heliporto é opção com potencial de crescimento

segunda-feira, 23 de julho de 2012



Segurança, rapidez e conforto são alguns dos pontos destacados por quem aposta em empreendimentos com infraestrutura aeroportuária

Em BH, apenas 10 heliportos são registrados na Anac para pousos e decolagens  (Eduardo de Almeida/RA studio)
Em BH, apenas 10 heliportos são registrados na Anac para pousos e decolagens

Com o trânsito cada vez mais caótico e a diminuição das divisas e dos limites territoriais, a mobilidade, principalmente nos grandes centros urbanos, é uma questão que preocupa todos. No caso de empresários, que têm de se deslocar com maior frequência de uma cidade a outra, a solução para não perder tempo é investir em empreendimentos que contam com infraestrutura aeroportuária. 

Com esse nicho de mercado em expansão, construtoras apostam nesse filão para atrair um seleto público. Uma das razões para isso é que, além dos aeroportos da Pampulha, de Confins e do Carlos Prates, apenas 10 heliportos, registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estão aptos a receber pousos e fazer decolagens. 


Especificamente quanto aos helicópteros, eles representam 12% da frota de aeronaves do Brasil e Minas Gerais ocupa o terceiro lugar em número de equipamentos (195). É o que mostram dados de uma pesquisa realizada em 2010 pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Esse número é 105% maior que em 2004, mas, apesar do aumento, a quantidade de locais para pouso permanece a mesma desde então. 

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


Consultor aeronáutico, o comandante José Paoliello reconhece que Minas precisa de empreendimentos públicos privados (EPP) para atender a carência de espaço para estacionamento e operação de aeronaves da aviação geral e executiva. “Os existentes estão superlotados e caros e temos, no Brasil, a segunda frota de aeronaves convencionais e a terceira de helicópteros”, destaca.

Com isso, executivos que vêm à capital fechar negócio têm dificuldade de descer na Região Central e precisam deslocar-se até os aeroportos. Esse é um dos motivos apontados pelo gerente de projetos da EPO Engenharia, Planejamento e Obras, Alexandre Rocha Simão, para que surgissem empreendimentos com infraestrutura aeroportuária, especificamente voltados para heliportos. “Além da questão da segurança e do trânsito, o crescimento do país e de sua economia são os principais fatores para o surgimento desse tipo de empreendimento”, justifica.

ESTRATÉGIA
 

A praticidade do heliporto é destacada por Simão, que caracteriza o helicóptero como um equipamento de porta a porta, “ou seja, a pessoa sai de casa e pousa no prédio de seu escritório, por exemplo”, diz o empresário, acrescentando que, na EPO, os heliportos entraram em pauta nos empreendimentos a partir de 2010. 

Para o consultor de empresas Edson Garcia Bernardes, que investiu em uma unidade que conta com heliporto em Belo Horizonte, além do alto nível comercial do empreendimento, a infraestrutura aeroportuária foi decisiva no fechamento do negócio. “O helicóptero é um equipamento estratégico para resolver os problemas de segurança dos executivos e está modificando o cenário das metrópoles e de suas edificações”, observa. 

"Quando às edificações vizinhas, o cuidado maior deve ser das prefeituras, em atendimento aos seus planos de zoneamento", José Paoliello, consultor aeronáutico


A possibilidade de maior rapidez no transporte é a principal razão apontada por Bernardes em prol do heliporto. “Acrescenta uma alternativa a mais no transporte de executivos porque o trânsito está muito caótico. É um diferencial bastante positivo”, avalia o consultor. 

Entre o público-alvo desse tipo de empreendimento, Simão aponta pessoas de maior poder aquisitivo e empresas com capital adequado ao alto preço do helicóptero e de sua operação e manutenção. “Por isso, em centros empresariais é comum a existência de heliportos.”

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Nos empreendimentos que contam com heliportos, é necessário que sua instalação seja considerada na concepção, para que os custos e demais questões referentes a ele sejam levadas em conta em todas as etapas, como alerta o gerente de projetos da EPO Engenharia, Planejamento e Obras, Alexandre Rocha Simão. “Desde os projetos até as etapas de execução e vendas.”

Feito isso, os custos serão considerados nos orçamentos e o valor agregado pelo heliporto considerado para as vendas. “Outras questões que são fundamentais para a viabilidade de um heliporto são as rampas de aproximação e decolagem dos helicópteros, proximidade com outros heliportos, obstáculos no entorno, além de questões mais técnicas a serem analisadas pela Anac”, diz Simão. 

O gerente de projetos informa que, em Minas Gerais, há 48 heliportos, 10 deles em Belo Horizonte. “Atualmente, a EPO tem dois empreendimentos comerciais com projetos de heliportos em desenvolvimento. Um deles é o Edifício Vista, a ser construído próximo à Avenida Raja Gabáglia e inserido no Complexo Paisagem, centro empresarial em fase de construção.” 

Quanto aos tipos de aeronaves que podem pousar em heliportos, Simão lembra que não há restrição. “Desde que obedeçam às regras da Anac (peso x dimensão da aeronave). É necessário observar a capacidade de carga que o prédio suporta e qual o tamanho do maior helicóptero que vai pousar”, ressalva.

Consultor aeronáutico, o comandante José Paoliello informa que são necessários cuidados nesses espaços no que se refere à construção e segurança de edificações vizinhas. Mas, quanto a isso, ele informa que a legislação brasileira é muito completa, confiável e moderna. “Se a lei for seguida à risca, todos esses parâmetros serão atendidos dentro de um padrão internacional.”

De acordo com o consultor, o principal aspecto a ser levado em consideração diz respeito aos ruídos emitidos, o que está muito bem definido na legislação. “Quanto às edificações vizinhas, o cuidado maior deve ser das prefeituras, em atendimento aos seus planos de zoneamento e edificações”, diz.

 (Eduardo de Almeida/RA studio)


SEGURANÇA
 

Por sua vez, Simão enumera uma série de cuidados que devem ser tomados depois da construção do heliporto. “É necessária manutenção, para que sejam mantidas as características básicas do heliporto e a segurança proposta no projeto junto à Anac. Além disso, é preciso haver um atendente treinado para casos de incidentes ou acidentes, como um bombeiro ou outra pessoa da brigada de incêndio.”

No local também devem ser mantidos equipamentos de primeiros socorros e de combate a incêndio, conforme exigência da Anac. “Com relação às edificações vizinhas, devem ser analisadas as questões de rampa, ruído e entorno. O cuidado que se deve ter é observar os horários de pouso e decolagem, a fim de analisar os impactos dos ruídos”, esclarece Simão. 

Tendo atenção a esses aspectos, não há como ignorar a necessidade de empreendimentos com infraestrutura aeroportuária em Minas Gerais, especificamente na capital, segundo Simão. O desenvolvimento econômico alavanca esse cenário. “Belo Horizonte está hoje como São Paulo há alguns anos, em crescimento constante. Com isso, aumenta a expectativa de crescimento desse tipo de empreendimento.” (LugarCerto/Uai)

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