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Setor Imobiliario do RN espera crescer acima do PIB

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Seguindo tendência registrada no País, o setor imobiliário, no Rio Grande do Norte, deve fechar o ano com um crescimento acima do PIB nacional, cuja estimativa de crescimento é entre 4% e 4,5% em 2011. Jailson Dantas, presidente do Sindicato das Imobiliárias do RN (Secovi/RN), estima um crescimento para o setor acima de 5% - abaixo, porém, do registrado em 2010 no País (acima de 10%).

O setor cresce com oferta em áreas como a região metropolitana

O crescimento do setor, segundo ele, é reflexo da maior oferta de crédito imobiliário. A realidade é bem diferente da vivenciada em 2009 e retratada pela Pesquisa Anual de Serviços (PAS) realizada pelo IBGE, cujos resultados foram publicados ontem. Em 2009, 108 imobiliárias fecharam as portas e 470 pessoas perderam o emprego no estado.

Com a queda dos investimentos estrangeiros, reflexo da crise econômica mundial, 48,86% empresas fecharam e 32,7% dos postos de trabalho foram cortados, em 2009. Nem todos os setores analisados pelo IBGE, porém, recuaram com a crise. Dos sete grupos de serviços analisados, apenas dois registraram retração em 2009: setor imobiliário e setor de serviços de manutenção e reparação.

A maior queda, porém, foi registrada no ramo imobiliário, cuja receita bruta caiu 20,74% em 2009, em relação ao ano anterior.

"O setor sofreu uma queda drástica, reflexo da crise de 2008. Os investimentos ficaram quase irrisórios. Foi um tranco muito grande", relembra Jailson. Para amenizar os efeitos da crise, o setor imobiliário se voltou para o mercado interno, mesma estratégia adotada por outros setores econômicos.

Para Ivanilton Passos, coordenador de Disseminação de Informações do IBGE, as imobiliárias vão cada vez mais investir no mercado interno, baixando preços e explorando áreas até então inexploradas. "O RN é um dos estados com maior volume de investimentos estrangeiros no ramo. Com a crise, o volume de investimentos caiu e o setor se voltou para o mercado interno", relata Ivanilton.

Nos últimos três anos (entre 2009 e 2011), novas imobiliárias surgiram e postos de trabalho foram reabertos no Rio Grande do Norte. O setor, de uma forma geral, cresceu. Mesmo assim, não conseguiu recuperar todas as perdas de 2009, afirma Jailson. "O setor cresceu em áreas diferentes", afirma. Se antes as ofertas se concentravam no litoral (voltadas para os estrangeiros), hoje estão concentradas na região metropolitana de Natal: imóveis voltados para quem recebe menos e mora na região. Embora os preços praticados para este público sejam menores, devido também a localização e característica dos imóveis, as perspectivas, segundo Jailson Dantas, são boas.

"O crédito imobiliário ainda tem muito para crescer no Brasil, que tem um grande déficit habitacional", justifica. A falta de uma política de habitação popular eficiente, antes do lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, em 2010, acabou reprimindo a demanda por imóveis, principalmente entre quem recebe menos, segundo o presidente do Sindicato das Imobiliárias. O crescimento, segundo Jailson, é sustentável e deverá se manter nos próximos dez anos.

Peso, em relação às demais atividades de serviços, é baixo
A pesquisa do IBGE mostra que o setor imobiliário registrou a maior queda de receita, dentro do setor de serviços do estado, em 2009. Mas aponta, entretanto, que o peso da atividade na receita global do setor é um dos menores: foi correspondente a 1,91% - ou a R$ 92 milhões - do bolo total que chegou a R$ 4,8 bilhões no período. Também é na atividade que se concentra o menor contingente de pessoal ocupado no setor. Em 2009, eles somavam 963, dos 84.463 empregados no setor. (Confira todos os dados na página seguinte).

Uma das áreas que se destacam no levantamento é a de Serviços Prestados às famílias - atividades destinadas ao consumidor final, o que inclui, por exemplo, alojamento e alimentação. A importância principal da atividade está relacionada ao representativo número de empresas: 2.080 ou (34,86%) do total de empresas prestadoras de serviços.

"Apesar da crise internacional, tivemos o crescimento do número de empresas e demais variáveis, mostrando a intensificação do processo de urbanização e às modificações nos hábitos de consumo da população do Estado", analisa o IBGE.

Atividade sofre menos que indústria com crise em 2009
Rio (AE) - O setor de serviços, por sua dependência do mercado interno, sofreu menos durante a eclosão da crise econômica mundial do que o setor industrial, no Brasil, segundo a Pesquisa Anual de Serviços, referente a 2009, divulgada ontem pelo IBGE.

"O ano de 2009 é especial, porque ainda temos os reflexos da crise. Mas o Brasil se recuperou bem e o setor de serviços tem um papel nesse desempenho, por ter sua produção basicamente voltada para o mercado interno", afirmou o economista Guilherme Telles, analista do IBGE.

Telles contou que a receita operacional líquida do setor de serviços cresceu 10,9% em 2009 ante 2008, mostrando ainda vigor, mesmo em plena crise. O crescimento em 2008 ante 2007 foi maior, de 18%. "A variação na receita nominal não foi tão grande quanto a registrada em 2008, mas ainda assim é significativa frente aos outros setores da economia brasileira", disse o analista do IBGE

Em 2009, o IBGE estimou em 918,2 mil o número dessas empresas no País. O levantamento levou em conta apenas as empresas de serviços que não são financeiras. A receita operacional líquida - diferença entre a receita bruta e o pagamento de impostos, abatimentos, descontos e vendas canceladas - foi de R$ 745,4 bilhões, enquanto o valor adicionado - o valor bruto da produção menos o consumo intermediário - foi de R$ 418,1 bilhões.

As empresas de serviços ocuparam 9,7 milhões de pessoas no ano do levantamento e pagaram R$ 143,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. "Os números mostram a magnitude desse segmento", ressaltou Telles.

No entanto, uma pequena fatia delas, as empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, 5,5% do total, foi responsável pela maior parte da receita, empregos e remunerações. Ao todo, essas empresas, 50,6 mil, representaram 78,7% da receita operacional líquida (R$ 586,3 bilhões), 75,2% do valor adicionado, 65,8% do pessoal ocupado e 77,4% dos salários, retiradas e outras remunerações.

As empresas do segmento de "serviços prestados principalmente às famílias" foram mais numerosas, somando 288.286 unidades, ou 31,4% do total das companhias de serviços. Entretanto, as empresas de "serviços profissionais, administrativos e complementares" responderam por 3,89 milhões de pessoas ocupadas, 40,2% do total. Essas companhias também pagaram R$ 49,3 bilhões em remunerações, ou 34,3% da massa salarial, e R$ 133,5 bilhões de valor adicionado do setor de serviços, ou 31,9% do total.

A receita operacional líquida das atividades imobiliárias registrou o maior crescimento em 2009, de 23,8%, seguida pela dos serviços prestados às famílias, que subiu 21,2%.(Fonte:TribunadoNorte-RN)

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