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Lotes voltam a ser tornar boa opção de investimento na Capital e Grande BH

segunda-feira, 15 de agosto de 2011



Muito comum há algumas décadas, a compra de terrenos volta a ser uma excelente oportunidade de negócio, avançando em toda a cidade

A psicóloga Vânia Nunes Coelho busca agregar valor a um terreno que pretende vender em Betim (Eduardo Almeida/RA Studio)
A psicóloga Vânia Nunes Coelho busca agregar valor a um terreno que pretende vender em Betim


Desde o tempo em que lotes eram dados como dote em casamentos até os dias de hoje, muita coisa mudou. Do pequeno investidor, que via na possibilidade de adquirir um terreno em cidades vizinhas à capital uma oportunidade para não deixar seu dinheiro parado, até a especulação de grandes incorporadoras, hoje o que se vê é um crescimento da venda de lotes localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Pelo menos é o que aponta pesquisa realizada por uma Rede Imobiliária de BH, conforme o diretor da associada Planta e do comitê de marketing da Rede, Celso Salles. “O percentual foi apurado por meio de levantamento realizado nas 55 imobiliárias associadas à Rede em Belo Horizonte e região metropolitana, que apontou o crescimento de 30% na comercialização de lotes”, informa.

O mercado para terrenos volta a ficar aquecido depois da queda nas vendas de terrenos ocasionada pela nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, que determinou que a área construída permitida fosse menor em relação ao ano passado. “Construtoras que atuavam em outros segmentos, e principalmente em outros estados, viram nesse filão uma oportunidade de negócio e também entraram para o mercado da construção civil, o que provocou uma procura muito grande por terrenos”, observa Celso.
A Prospectar é outra empresa que registrou aumento na comercialização de lotes. Especializada na captação de terrenos para formação de land bank (banco de terrenos), em 2010 fechou nove negócios, segundo o sócio-diretor da empresa, Rodrigo Amaral. “O valor geral de vendas (VGV) chegou a R$ 268.826.784. Apenas este ano, já foram fechados oito negócios e 75 estão em curso”, completa. O VGV é o valor do produto no mercado, ou seja, o quanto se espera arrecadar com a venda de todas as unidades do produto.

O crescimento dos municípios da região metropolitana e do interior é um dos motivos para o aumento na procura por lotes. “Em geral, são cidades médias do interior, em torno de 70 mil habitantes, e na RMBH, onde percebemos que a demanda está retraída para novos empreendimentos”, diz Rodrigo.

Sócio-diretor da Linhares Filho Negócios Imobiliários, Marcelo Roberto Linhares Filho atribui também a valorização dos terrenos à estabilidade econômica do país, crescimento do PIB, oferta de crédito de longo prazo e o movimento de ascensão das classes sociais. “Grande contingente da população passou a ter acesso à compra de imóveis, aumentando muito a demanda que, maior que a oferta, leva ao aumento de preços.”

PARCERIA
Com um terreno há mais de 20 anos em Betim, na RMBH, a psicóloga Vânia Nunes Coelho vem acompanhando de perto o crescimento do mercado imobiliário, especialmente no município. Recentemente, ela achou que a melhor opção seria negociar o lote, que tem aproximadamente 300 mil metros quadrados em área urbana.

Mas antes de se decidir ela buscou uma empresa especializada em desenvolvimento imobiliário. “A partir dos estudos, pude visualizar o verdadeiro potencial de minha área quanto ao valor e ao tipo de empreendimento ideal para o local. Fui assessorada também sobre a melhor forma para negociar e na decisão por fazer uma parceria com uma incorporadora. O modelo de parceria indicado deve agregar o maior valor possível à área”, alegra-se Vânia.

DICAS PARA ANTES DE COMPRAR:
- Solicite uma certidão de matrícula atualizada, com ônus e ações, no cartório de registro de imóveis ou diretamente ao vendedor, para verificar se o loteamento está registrado e se o lote realmente existe. O documento trará informações sobre a metragem exata do terreno se há algum ônus sobre ele.

- Assim que a posse direta do lote lhe for transferida, tome posse do bem, demarcando o local, para que não haja risco de que vizinho venha a construir na sua área ou de  que ela seja invadida.

- Exija a outorga da escritura pública de compra e venda tão logo o preço do imóvel esteja quitado e, em seguida, faça o registro no cartório de registro de imóveis competente. E lembre-se ditado: “Quem não registra não é dono”.

Fonte: Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH)

 (Eduardo Almeida/RA Studio)
(Fonte:EM-UAI)

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