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Grande BH deve ter duas décadas de Crescimento

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O setor imobiliário vive um dos melhores momentos de sua história; cresce acentuadamente e há perspectiva de sustentabilidade para os próximos anos. A conjuntura é clara: temos forte expansão do mercado interno, com a ascensão da classe C, que conta hoje com aproximadamente 100 milhões de pessoas. Segundo pesquisa do IBOPE, 37% desses brasileiros planejam adquirir imóveis no curto prazo. Os incentivos governamentais, como o programa Minha Casa Minha Vida, a oferta abundante de crédito imobiliário e a crise internacional, que ainda permanece nos EUA e em muitos países da Europa, continuará canalizando o fluxo financeiro de investimentos para países como o Brasil.

É claro que existem problemas de conjuntura que preocupam, como, por exemplo, o gargalo da falta de mão de obra, de insumos e de equipamentos necessários à manutenção do forte crescimento no setor de construção civil. Acreditamos, contudo, que a intervenção governamental e o próprio mercado saberão corrigir estas distorções.

A análise da conjuntura em que se enquadra o setor imobiliário no Brasil é impressionante. Segundo dados do Sinduscon-SP, será preciso disponibilizar 23,5 milhões de unidades habitacionais,para atender a demanda prevista para o setor habitacional entre 2010 e 2022. Mas, a boa notícia para quem atua no setor imobiliário e de construção civil na região metropolitana de Belo Horizonte é a perspectiva de curto, médio e longo prazos que está sendo gestada a partir do planejamento governamental até 2030.

O Projeto Vetor Norte, da região metropolitana de Belo Horizonte – área compreendida em torno do aeroporto de Confins, que vai do centro administrativo até Lagoa Santa e municípios vizinhos – se prepara para uma grande transformação nas próximas duas décadas.A previsão governamental é a de que a região gere um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente ao atual PIB de todo o estado de Minas Gerais, ou seja, cerca de U$$ 172 bilhões. O projeto prevê a transformação da grande Belo Horizonte numa Megalópole, comparável às grandes cidades mundiais, com grande infraestrutura e qualidade de vida ao mesmo tempo.

A previsão é de que a região se transforme em um corredor Multimodal de alta tecnologia, com investimentos em áreas como: defesa; aeroespaço; nanotecnologia; biotecnologia; tecnologia de informação;desenvolvimento de softwares; componentes eletrônicos; turismo de negócios;ducação e parques com estrutura logística avançada, comportando distribuição e comércio atacadistas.

Esses dados foram fornecidos pela empresa Jurong Consultants, de Cingapura, e fazem parte de um estudo detalhado, que recentemente foi apresentado ao governo do estado. A Jurong é especializada em planejamento de infraestrutura de cidades, e, segundo esses estudos, os novos negócios devem gerar mais 400 mil empregos, nos próximos 20 anos, e uma população adicional de 1,4 milhão de pessoas.

Outro importante projeto está sendo implementado, na região do “Ribeirão Isidoro” – também no setor norte da cidade. O local é próximo aos bairros Tupi e Ribeiro de Abreu e sediará um inovador projeto urbanístico realizado pelo arquiteto Jaime Lerner, ex-prefeito e ex-governador do Paraná. A área é equivalente à região cercada pela Avenida do Contorno, na área central de Belo Horizonte.

A região, contará com prédios; um centro comercial e de serviços; um parque público municipal; e novas vias de acesso, além de praças, ciclovias e outras facilidades, fazendo parte de um moderno projeto urbanístico municipal.
Ainda na região do Vetor Norte, em Jaboticatubas, o grupo Design Resorts investirá cerca de R$ 733 milhões em um complexo imobiliário, incluindo nele áreas de lazer. O grupo europeu está trazendo para a região metropolitana de Belo Horizonte conceitos habitacionais inovadores que incluem, uma pista de pouso de 1.600 metros; um complexo hípico único no mundo; além de dois campos de golfe, entre outras novidades.

O projeto implicará a ocupação de uma área de mais de 11 milhões de metros quadrados; prevê a construção de 5.342 residências e visa atender uma demanda habitacional, que surgirá devida criação do aeroporto-indústria, do Polo Tecnológico de Belo Horizonte e do Centro Administrativo do Estado. Sua localização é privilegiada.

Está prevista, ainda, a construção de uma nova via, ligando a Linha Verde à MG-20, passando por fora de Lagoa Santa e chegando a Jaboticatubas por uma nova ponte a ser construída pelo governo do Estado.

Por todos esses fatores, acreditamos que o setor imobiliário da região metropolitana de Belo Horizonte começou a viver o início de um longo ciclo de crescimento, que representará grandes oportunidades para os profissionais e para as empresas do setor.
Fonte: Jornal Espaço Imobiliário

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