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O mercado imobiliário em transformação - Artigo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O que diferencia uma empresa imobiliária da outra? Essa é uma pergunta crucial para aqueles que querem um lugar ao sol neste mercado.

Certamente não é mais apenas a venda do “imóvel dos sonhos”, mas sim a busca por satisfação e um atendimento diferenciado, palavras de difícil compreensão para muitas empresas do setor.

Atendimento pressupõe o cliente receber um serviço verdadeiramente completo e único, que traga a ele um grau de satisfação hoje raramente vista.

As imobiliárias são praticamente iguais, se engalfinhando por um mercado que está em consolidação e constante transformação. Todas, sem exceção, informam que possuem os melhores produtos do mercado, com financiamentos e facilidades de pagamento. Mas esquecem o quanto poderiam, com ações simples, entender seus reais anseios e satisfazer esse cliente, fazendo com ele tenha intenção clara de voltar – criar com ele um vínculo, uma referência.

É assim que devesse pensar o mercado imobiliário e, por tal razão, a forma de atuar na Assessoria Jurídica tem que ser Estratégica.

Parte-se do pressuposto que o Juridico não é uma área marginal da empresa, entregue a algum parente ou amigo, para solução de alguns problemas ou geração de honorários em cima de casos dos clientes.

O Departamento Juridico da imobiliária é bem mais que isso. Deve atuar como ferramenta de gestão e trazer um diferencial competitivo, principalmente no atendimento ao cliente, que quer segurança e tranqüilidade na hora de realizar qualquer transação ou negócio imobiliário.

Deve-se implementar um Conselho Jurídico nas imobiliárias, onde reuniões mensais são realizadas na sede da empresa, quando se analisa toda estratégica jurídica em andamento. Ações pontuais, análise e impacto de decisões judiciais, novas legislações e situações individuais de clientes são sempre abordadas nessas solenidades, sempre com a elaboração de atas e cronograma de ações, para acompanhamento do trabalho.

O “Jurídico” tem a obrigação de trabalhar na revisão dos modelos de Contratos na esfera imobiliária, objetivando a adaptação a nova realidade de mercado e valorizando a simplicidade e objetividade, sem a perda da qualidade e garantias.

Mesmo nos contratos de lançamentos imobiliários, cuja política e modelo contratual, na maioria das vezes, são pré-definidos pelas construtoras, a imobiliária deve trabalhar com intuito de auxiliar nos ajustes necessários, conforme o perfil do público e características do produto. Importante que a construtora saiba que a imobiliária também tem esse serviço agregado, pois ambos querem a mesma coisa: segurança jurídica na hora da venda!

O “Juridico” deve ir mais longe. Ele deve auxiliar no treinamento dos Corretores de Imóveis que devem possuir o mínimo de conhecimento jurídico e técnico para atuarem no mercado.

Hoje o corretor responde solidariamente com a imobiliária por atos e prejuízos que venha a causar ao cliente e construtoras. Essas e outras situações devem ser trabalhadas de forma pedagógica com o corretor que deve ter o mínimo de conhecimento legal para o exercício de seu ofício e qualidade nas vendas. Interpretar uma matrícula imobiliária, elaborar um recibo de arras e entender a necessidade de se auferir o histórico do comprador é o mínimo que se espera hoje desse profissional de mercado e da imobiliária que o contrata.

O “Juridico” deve ainda dispor de uma estrutura e de mecanismos de comunicação via web para levar ao cliente da imobiliária, informações jurídicas relevantes, oferecendo dicas e soluções para as mais variadas situações do segmento imobiliário e áreas correlatas.

Somente com profissionalização, investimento em pessoas, estrutura e gestão as empresas imobiliárias vão conseguir ganhar mais espaço nesse mercado cada vez mais competitivo. O “Juridico” como aqui exposto pode fazer a diferença na percepção do cliente e do próprio mercado.

*Por Fabrício Nedel Scalzilli - Sócio-diretor e Ingrid Nedel Schmitt - Advogada Coordenadora da Área de Inteligência Imobiliária da Scalzilli.fmv Advogados & Associados

2 comentários:

Unknown 11 de agosto de 2012 05:33  

Infelizmente não é assim que a banda toca, e vai demorar acontecer...

Haroldo Rebello
Rio de Janeiro - RJ

Unknown 11 de agosto de 2012 05:37  

Infelizmente não é assim que a banda toca porque o nível de profissionalização das imobiliárias é muito baixo e há pouca preocupação com isso porque trabalham com mão-de-obra barata como os corretores e estes por sua vez não são bem avaliados podendo qualquer malandro ser corretor.

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