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Belo Horizonte: Savassi, Anchieta e Sion lideram ranking dos preços de imóveis

terça-feira, 5 de julho de 2011



Apesar da desaceleração, BH é a cidade que apresentou a segunda maior variação no acumulado de 2011, de 15,9%

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Preço do metro quadrado no Bairro Sion chegou a R$ 4.848, atrás apenas da Savassi, com R$ 5.994
A trajetória de alta dos preços dos imóveis em Belo Horizonte sofreu desaceleração em junho em relação a maio, de acordo com o Índice FipeZap divulgado nesta segunda-feira (4). A variação do metro quadrado anunciado foi de 1,5% em junho, contra 2,4% do mês anterior. Apesar da desaceleração, a capital mineira é a cidade que apresentou a segunda maior variação no acumulado de 2011, de 15,9%, atrás apenas do Rio de Janeiro, que lidera o índice com alta de 19%. No primeiro semestre, os preços dos imóveis residenciais nas cidades pesquisadas tiveram aumento médio de 14,6%.

“O menor ritmo de crescimento da alta do metro quadrado do imóvel mostra que os preços estão avançado mais devagar”, explica o coordenador da pesquisa e técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn.

Na capital mineira, onde o preço médio do metro quadrado ficou em R$ 4.362, os destaques no mês junho foram a Savassi, cujo valor do metro quadrado chegou a R$ 5.994, e os bairros Anchieta e Sion, com preço de R$ 4.848, respectivamente.

Os menores preços entre as regiões pesquisadas em Belo Horizonte foram os dos imóveis localizados nos bairros Betânia, que em junho custavam R$ 2.148 e Caiçara, cujo preço ficou em R$ 2.638.

O Índice FipeZap, desenvolvido e calculado pela Fipe, acompanha o preço médio do metro quadrado em sete cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Salvador, Fortaleza e Recife). Nas sete regiões que integram a pesquisa, o valor do metro quadrado oscilou entre R$ 7.689 no Distrito Federal e R$ 3.406 em Salvador.

Ainda de acordo com pesquisa, São Paulo e o Rio de Janeiro registraram as maiores altas, de 2,6% e 3,0% respectivamente, na comparação entre os meses de maio e junho. Além de Belo Horizonte, as cidade de Salvador, Recife e o Distrito Federal registraram taxas menores do que as do mês anterior, tendo Salvador registrado a maior queda no preço médio do metro quadrado, (-0,6%).



No acumulado de 12 meses, a maior variação ocorreu no Rio de Janeiro (44%). Em seguida, aparecem São Paulo (29%), Belo Horizonte (28%) e Fortaleza (16%).

Segundo Eduardo Zylberstajn, a série histórica da pesquisa não é muito longa e, portanto, não dá para dizer se os resultados marcam uma nova tendência, se envolvem questões sazonais ou são um misto dos dois fatores. Para o pesquisador, “o resultado pode ser reflexo de uma nova realidade de preços, mais estável, mas ainda é cedo para se tirar qualquer conclusão’.

O presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti de Paula, diz que a desaceleração verificada no preço dos imóveis no mês de junho pode ser atribuída á elevação da taxa de juros pelo Copom e ao limite de endividamento da famílias. “A elevação nas taxas de juros ajudaram a impactar no total de transações imobiliárias, pois os juros encarecem o financiamento. Chega um ponto que as pessoas também não tem como fazer um financiamento sem comprometer demais a renda familiar”, explica.

Na avaliação de Ariano, a acomodação nos preços neste momento é natural depois de um longo período de crescimento “Nada cresce indefinidadamente, acredito que essa acomodação continue para que o mercado acumule forças e volte a crescer no médio prazo”, avalia. IJornalHojeemDia-Bh)

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