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Saiba as vantagens e desvantagens de comprar imóveis novos e usados

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Realizar o sonho da casa própria exige muita pesquisa. Além de fatores essenciais como localização, preço e tamanho do imóvel, outra questão entra na equação: optar por um novo ou usado? Ambas as opções oferecem vantagens e desvantagens – o que realmente pesa na decisão final é o perfil do comprador. Veja abaixo os principais tópicos a serem analisados no futuro imóvel:

Financiamento
Atualmente, as condições de financiamento para novos e usados são iguais. A diferença da compra de um imóvel na planta, é que durante a construção, as parcelas pagas diretamente para a construtora são corrigidas pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil). Isso é uma vantagem, pois esse índice sempre fica muito abaixo da inflação. Depois da entrega das chaves, o financiamento é feito pelo banco, que, neste momento, oferece uma equiparação para novos e usados.

Preço
Com o mercado imobiliário aquecido, a valorização dos imóveis novos também ajudou a levantar o preço dos usados. Ainda assim, em algumas localidades, as disparidades são grandes, podendo dobrar o valor do metro quadrado.

Documentação e taxas de transferência
Deixar toda a papelada em ordem custa em torno de 4% do valor do imóvel, tanto para novos como para usados. Quando a compra é feita sem financiamento, há um gasto no cartório com a escritura. Quando há financiamento, não há esse custo, pois o contrato feito com o banco tem a força de uma escritura pública. Além deste documento, é preciso pagar o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) para a prefeitura, que custa cerca de 2% sobre o valor do imóvel.

O terceiro passo é passar o imóvel para o seu nome no Cartório de Registro de Imóveis, com o custo aproximado de 1% do valor do imóvel. Além desse processo, é importante checar a documentação para atestar a legalidade do negócio e verificar possíveis débitos de IPTU e de taxa de condomínio. Essas duas pendências acompanham o imóvel na transação imobiliária, e o novo dono pode acabar assumindo uma dívida sem saber.

Padrão de metragem e arquitetura do imóvel
Em linhas gerais, os imóveis antigos são mais amplos, e os novos, compactos. Além do tamanho, outra característica que difere novos e usados é a mudança nos cômodos, que atualmente privilegia as áreas sociais, em relação às privativas. Salas grandes, com as quase obrigatórias varandas gourmets, contrastam com quartos pequenos. As varandas viraram um padrão para quase todas as classes sociais.

O número de suítes também ganhou destaque nos projetos atuais. É algo particularmente brasileiro, temos fixação por banheiros. Em apartamentos antigos, havia menos suítes, mas os banheiros eram mais espaçosos, cabiam banheiras.. O ponto alto dos novos fica por conta das partes elétrica e hidráulica, mais adequados às necessidades atuais.

Infra-estrutura do edifício
Questões como segurança e comodidade contribuíram para mudar as características condomínios radicalmente nas áreas comuns. Se nos prédios antigos encontrava-se, no máximo, uma vaga de garagem, nos novos, além de mais espaço para o carro, há uma proliferação de itens como churrasqueira, piscina, academia, salão de festas gourmet, brinquedoteca, entre outros, cada vez mais peculiares.

No quesito proteção, os edifícios também ganharam mais portões, muros e grades altas, câmeras, guaritas e seguranças 24 horas por dia. Ainda assim, essa mudança não é sinônimo de tranqüilidade.

IPTU e taxa de condomínio
Para imóveis usados, os valores de IPTU e condomínio já são conhecidos, assim não há surpresas. Nos novos, existe uma provisão do condomínio feita pelas incorporadoras que pode ser consultada no estande de vendas, mas não são números fechados.

Tempo para mudança
Neste ponto, a vantagem do usado é absoluta – desde que não haja necessidade de reforma. Se isso acontecer, é preciso saber o horário permitido para barulho, retirada de entulho e entrada de profissionais, fatores que podem estender o prazo da obra. É importante saber como funciona o condomínio antes de comprar, inclusive para agendar a chegada com seus pertences.

Já quem compra imóvel na planta precisa saber que, por lei, a construtora tem direito a 180 dias de atraso na entrega da obra. Após esse período há multa. E mesmo com o prédio pronto, há uma série de etapas burocráticas a serem cumpridas antes de liberar a entrada dos moradores, como o habite-se, o alvará para o funcionamento do elevador e a comprovação de que os impostos foram recolhidos durante a obra.

Antes de decidir pela compra do imóvel, analise cada um desses aspectos e veja o que está mais próximo do seu perfil. Coloque os gastos no papel, planeje o tempo que você tem para realizar a mudança e faça a sua escolha, consciente das facilidades e dificuldades que virão pela frente.(ClassiBlog)

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