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Pesquisa: O mercado Imobiliário de Uberlandia MG

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Especialistas acreditam que valores do mercado imobiliário devem sofrer estabilização

O crescimento acelerado e a valorização de mais de 100% em curto espaço de tempo em determinadas regiões colocam o mercado imobiliário de Uberlândia em xeque: o boom vai continuar nos próximos anos ou os valores deverão sofrer estagnação? Segundo o economista Lourenço Diniz Faria, o aumento se deve à constante facilidade de acesso ao crédito e, caso continue, o acréscimo pode criar uma bolha imobiliária, que acontece quando os preços sobem apenas por causa da aposta de que o valor ganho com a venda será maior no futuro. Ou seja, é a expectativa sobre a própria variação dos preços que dita o ritmo do mercado.

No entanto, profissionais com décadas de experiência no mercado imobiliário de Uberlândia acreditam que isso não deve acontecer e que os preços devem estabilizar a partir deste ano. “A tendência é de que haja estabilidade a partir de agora. Pode haver alteração de preço em meados de 2013, mas este ano e o próximo não devem ter crescimento acelerado como o que foi registrado nos últimos dois anos”, disse Ivan Graciano da Costa, proprietário de uma imobiliária e com experiência de 30 anos no mercado imobiliário. Segundo ele, o mercado está mais parado. “Quem está aumentando muito o preço não está vendendo”, afirmou.

O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e Condomínios Comerciais e Residenciais (Secovi) em Uberlândia, Cícero Heraldo Oliveira Novaes, também não acredita em bolha. “O que vai acontecer é que, ao longo de um tempo, haverá a permanência desses preços, que estão altos, e que serão absorvidos pelo mercado. Mas neste momento não haverá aumento expressivo por um grande período, a não ser que aconteça algo extraordinário, que a gente não consiga prever”, afirmou.

Oferta não acompanha a demanda
De acordo com o economista Lourenço Diniz Faria, a valorização excessiva dos imóveis e terrenos em Uberlândia funciona em concordância com a lei da oferta e da procura. “É o encontro da demanda com a oferta que acaba jogando o preço para cima. Aqui, em Uberlândia, a demanda está crescendo muito, em virtude da vinda de muitas pessoas de fora e a instalação de novas empresas. E a oferta não conseguiu acompanhar esse aumento da demanda. Por isso o preço subiu muito. Está vindo muito mais gente do que o número de imóveis disponíveis”, disse.

Segundo ele, quanto mais a cidade crescer, maiores serão os preços. “Hoje, além de a renda da população aumentar, há as facilidades de acesso ao crédito. Com isso é muito fácil adquirir um imóvel próprio. Enquanto essa tendência continuar e o crescimento demográfico também, os valores continuarão subindo. Por enquanto, é difícil prever quando haverá estabilização do mercado”, disse.

Investimento financeiro ou familiar
Embora pense que o valor pago é maior do que o produto vale, o administrador de empresas Leonardo Buiatti decidiu, no mês passado, comprar um apartamento de 45 metros quadrados na zona Sul de Uberlândia. O valor total de R$ 82 mil foi financiado em 300 meses, o que totaliza 25 anos, com parcelas de R$ 600 por mês, com redução gradativa. "A minha visão é de que os imóveis realmente estão muito caros, mas os investimentos em poupança e CDB [Certificado de Depósito Bancário] não estão valendo a pena. E como o mercado imobiliário é um investimento seguro, no futuro penso em colocar para alugar e, quem sabe, com o próprio valor recebido eu pagar o investimento", disse. A opção pelo apartamento foi pela localização. “A região sul é a que mais cresce na cidade. Pesquisei em outros lugares, mas optei por este local pelo fácil acesso e possível valorização no futuro”, afirmou.

Mais do que investimento financeiro, o advogado Murilo Natal comprou um imóvel há nove meses pensando na família. O valor de R$ 84 mil por um apartamento de 78 metros quadrados foi financiado em 20 anos, o que resulta em 240 meses. “A princípio eu pensava em investir, mas depois de fechar negócio decidi morar no local. Acho que não vale o que custa e acredito que todo esse aumento seja fruto da especulação imobiliária. Mas se você consegue diluir o valor do bem em parcelas suaves, fica mais fácil comprar”, afirmou.

Compra deve ter pesquisa
Para quem já decidiu que quer comprar um imóvel, a pesquisa de preços e localização é fundamental. É o que explica o líder de projetos Johnatan Carlos Pereira Godoy, que há três meses está com o difícil trabalho de encontrar o lugar ideal para morar com a mulher. “Já olhei em vários bairros. Acho que os preços estão muito inflacionados e acaba não valendo o que pedem. Já olhei apartamentos entre R$ 110 mil e R$ 130 mil, mas nessa faixa de preço considero os imóveis pequenos para o valor que custam”, afirmou. Segundo ele, a escolha será inevitável. “Devo acabar comprando por uma necessidade pessoal, pois moro de aluguel e preciso de um imóvel próprio. Mas ainda vou olhar com bastante calma para encontrar o melhor custo benefício", disse.

Há facilidade de crédito
A facilidade de acesso ao crédito e a menor burocracia para liberação de financiamentos deverão continuar em 2011, segundo previsão do gerente licenciado da Caixa Econômica Federal (CEF), Delfino Rodrigues, que tem 21 anos de experiência no mercado financeiro. "De 10 anos para cá houve uma reviravolta nos financiamentos. Antes era difícil [o crédito] ser aprovado e hoje facilitou bem, está menos burocrático e mais ágil. E isso deve continuar este ano, ainda mais com os programas do governo para aumentar o número de moradias do país", afirmou. De acordo com ele, para conseguir um financiamento na CEF é preciso ser maior de 18 anos, não ter restrição de crédito no mercado, comprovar renda e fornecer os documentos solicitados para o tipo de crédito.

Financiamentos têm poucos maus pagadores
Quando se fala em aumento dos financiamentos feitos no país e facilidade do acesso ao crédito, vem a dúvida sobre aumento da taxa de inadimplência. Mas um estudo realizado pela consultoria MB associados, a pedido da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgado há cinco meses, registrou que o número de inadimplentes de financiamentos está em constante redução desde 2006 (veja box). O resultado que era de 6,3%, hoje não ultrapassa a casa dos 2,52%, o que resulta em um decréscimo de 60% em cinco anos. De acordo com a pesquisa, é considerado inadimplente quem deixa de pagar pelo menos três mensalidades do financiamento.

Taxa de inadimplência* em financiamentos

2006 - 6,3%
2007 - 4,23%
2008 - 3,07%
2009 - 2,56%
2010 - 2,52%

*Mais de três mensalidades atrasadas
Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

Valores estimados

Imóveis
Apartamento 49 metros quadrados
Bairro Jaraguá – R$ 100 mil

Apartamento 53,5 metros quadrados
Bairro Santa Mônica – R$ 120 mil

Apartamento 49 metros quadrados
Bairro Santa Mônica – R$ 115 mil

Apartamento 49 metros quadrados
Bairro Santa Mônica – R$ 115 mil

Terrenos
Localização: Bairro Santa Mônica
Preço: R$ 180 mil

Localização: Alto Umuarama
Preço: R$ 85 mil

Fonte: Rotina Imobiliária

Condomínios fechados
De
Valor: R$ 43,6 mil - 312 metros quadrados
Localização: Região Sul - Condomínios de classe média

Até
R$ 500 mil - 1 mil metros quadrados
Localização: Região Sul - Condomínios de classe alta

Fonte: Imobiliárias de Uberlândia
Pesquisa feita de acordo com o preço por metro quadrado, que varia de R$ 140 a R$ 500 dependendo da localização.(CorreiodeUberlandia)

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