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Mercado sente falta de imóveis comerciais e residenciais para locação

sábado, 15 de janeiro de 2011


Muitos imóveis estão sendo construídos e a tendência é que o mercado volte a se equilibrar quando as unidades ficarem prontas e a oferta de aluguel aumentar


Aumento de aluguel supera inflação, mas as unidades disponíveis para aluguel são poucas

O ano de 2010 termina com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), indicador usado para a correção de contratos de aluguel, acumulado em 11,32%, o dobro da inflação no ano passado, que foi de 5,63%. A variação foi a maior desde 2004, quando chegou a 12,41%. Em 2009, o indicador fechou negativo em -1,71%. O indicador vai refletir diretamente no valor do aluguel e quem vai alugar um imóvel ou renovar o contrato, é bom preparar o bolso.

Segundo o consultor imobiliário Flausino Gomes, o consumidor deve tentar negociar o preço, mas pode não ser uma tarefa fácil, uma vez que a demanda está maior do que a oferta. "A procura por imóveis está muito elevada e os proprietários ganham força para aumentar o valor do aluguel. Quem quer alugar deve procurar bastante e não fechar negócio antes de tentar reduzir o valor cobrado", explica. 

Conforme explica Gomes, existem menos unidades residenciais disponíveis para locação do que interessados em alugar e o mercado não está conseguindo suprir a demanda. "Estamos na entressafra. Muitos imóveis estão em construção e a tendência é a estabilização do mercado quando existirem mais unidades ofertadas", disse.

Ainda de acordo com ele, dependendo do imóvel, há tantos interessados que, além de enfrentarem os altos preços, podem passar por uma seleção para definir quem ficará com o imóvel. "Nesse caso, o que é levado em conta é a renda dos locatários e dos fiadores. Se o locatário estiver com alguma restrição cadastral no SPC/Serasa pode ter dificuldades ainda maiores. O proprietário irá avaliar as fichas cadastrais e escolher um deles", garante.

A comerciante Aline Garcia, 27, passou por situação semelhante. Com casamento marcado para março, ela procura um apartamento de dois quartos na região central de Belo Horizonte. De acordo com ela, o noivo está com restrição de crédito por não ter pagado as parcelas do financiamento do carro em dia. Com isso, ela já perdeu a oportunidade de alugar dois imóveis. 

"Foi difícil encontrar, quando achamos, fomos informados pela imobiliária de que havia outras pessoas interessadas. Em um dos imóveis o proprietário pediu como garantia três fiadores e não conseguimos. Agora, estamos tentando achar outro apartamento dentro do mesmo perfil e torcendo para que dessa vez a ficha seja aprovada", lamenta. 

Nome sujo

Quem tem restrições no nome por causa de alguma dívida também pode alugar imóveis, mesmo que encontre mais dificuldades. De acordo com a advogada Lidiane Ferreira, não há nenhuma restrição na legislação a pessoas que tenham o nome sujo por causa de algum tipo de dívida e teoricamente a Lei do Inquilinato permitiu que contratos fossem feitos para inquilinos com alguma dívida pendente. "Antigamente era penoso o processo de despejo de um inquilino de um imóvel. A lei permite que um inquilino que não cumpre o contrato seja retirado do imóvel em até 15 dias", explica.

De acordo com ela, mesmo com as mudanças na lei, na prática o mercado ainda não aderiu às facilidades e os fiadores continuam sendo exigidos. "É sempre mais difícil para quem está com o nome incluído no SPC/Serasa conseguir alugar um imóvel. Muitas vezes, para se resguardar, as imobiliárias pedem mais de um fiador com imóvel quitado e nem todo mundo consegue pessoas disponíveis. Mesmo assim, é comum que os contratos de quem está com o CPF comprometido sejam negados", disse.(JornalPampulha-OTempo)

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