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Imoveis: Classe média comprou mais em 2010, diz Secovi-SP

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Após 20 anos de estagnação, o mercado brasileiro passou por muitas mudanças na última década. A afirmação é do Secovi, o Sindicato da Habitação de São Paulo.

"O controle da inflação, o fortalecimento do real, o equilíbrio das contas públicas, a retomada do crédito imobiliário por parte dos bancos, o aumento do emprego formal, da renda da população, a queda das taxas de juros e o programa Minha Casa, Minha Vida, são os fatores que levaram o setor a um bom patamar nessa última década", afirma o presidente da entidade, João Crestana.

Ainda segundo o executivo, 2010 foi um ano bom, para encerrar uma década boa. "Tivemos resultados muito bons. Isso nos faz entrar em 2011 mais equilibrados. Equilibrados em termos de vendas, preços e oferta".

2010
Sobre o ano passado, o presidente afirma que 2010 foi marcado pelo crescimento da participação da classe média nas compras de imóveis e a valorização das unidades habitacionais novas e usadas. "Há alguns anos os empresários já percebiam a maior presença de famílias e compradores de classe média nos estandes de venda. Mas foi em 2010 que o interesse virou negócio", afirma.

Dados da Embraesp (Empresa brasileira de estudos do patrimônio) mostram que, até novembro de 2010, 48% dos lançamentos residenciais da cidade de São Paulo foram de imóveis de dois dormitórios, boa parte para atender o público do programa Minha Casa, Minha Vida.

2011
Para o ano que acaba de começar, Crestana prevê um bom momento para o setor. "O lançamento e as vendas de imóveis de luxo e aqueles voltados para a classe média alta deverão permanecer estáveis. Porém, as unidades destinadas para a classe média manterão destaque nas estatísticas de lançamentos e vendas", garante.

Porém, alerta: "haverá necessidade de maior agilidade na liberação do crédito por parte dos bancos". O economista da entidade, Celso Petrucci, completa: "o crédito imobiliário ainda é muito atrasado em relação às outras modalidades de crédito no Brasil e ainda é muito burocrático também".

Crestana finaliza: "acreditamos que serão investidos mais de R$ 65 bilhões de recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Apesar de ainda termos crédito em abundância nesse ano, intensificaremos os debates e estudos para atrair novas fontes de recursos para a produção e aquisição de imóveis".

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