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Boom Imobiliario brasileiro atrai franquias imobiliárias

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As franquais chegaram com grande apetite ao setor de franquias. A estimativa é que o setor tenha crescido 25% em 2010 e a expectativa para 2011 é de que esse número obtenha um crescimento de 30%, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Diante do cenário positivo, imobiliárias ampliam seus investimentos no setor de franquias, o que, somado ao bom momento do setor imobiliário, deverá aumentar a fatia do segmento de franquias, que movimentou cerca de R$ 75 bilhões em 2010.

Entre as franqueadoras do setor contam-se as redes norte-americanas Century 21 e a Re/Max; a Pronto, que opera nas principais cidades brasileiras e pertence ao Grupo Lopes; a mineira Rede Morar, atuante no Estado de Minas Gerais e no sudeste, sul e nordeste do País; a paranaense Apolar, que depois de dominar as primeiras colocações nos mercados do Paraná e de Santa Catarina desembarcou em São Paulo, e a recém-chegada a São Paulo Auxiliadora Predial, que pretende abrir 15 novas unidades no estado até o fim deste ano.

Ao todo são cerca de 15 as marcas que oferecem a possibilidade de franquias no segmento de imobiliárias, número promissor, visto que há três anos este segmento nem existia entre as franquias. "Apesar de ser um segmento novo no sistema de franquias, o mercado imobiliário tem altas expectativas para 2011, com o lançamento de milhares de empreendimentos por todo o País. A tendência é o mercado se profissionalizar e acirrar ainda mais a boa concorrência, uma vez que a ABF estima que as franquias imobiliárias brasileiras devem crescer 30% no período", declara Marina Nascimbem Bechtejew Richter, sócia do escritório Kurita, Bechtejew e Monegaglia Advogados, especializado no tema.

No caso de imobiliárias, a tendência de crescimento de franquias está mais ligado ao número de franqueado, do que de franqueadores. É limitado o número de imobiliárias com fôlego para criar uma plataforma de negócios capaz de atrair adeptos. Por outro lado, milhares de imobiliárias de pequeno e médio porte, novas no mercado ou expressivas no campo restrito à sua abrangência, sofrem com a migração de profissionais para as redes que acenam com sofisticadas infraestruturas de apoio a seus colaboradores e a seus clientes. "Quando adere a uma franquia, a imobiliária menor ganha espaço, respeito e reconhecimento", afirmou Ricardo Camargo, diretor Executivo da ABF.

Para Daniela Cassanova, professora de Negócios Imobiliários da Unip, o sistema de franquias imobiliárias junta duas vertentes expressivas do mercado brasileiro. "O segmento de franquias está em franca expansão, independentemente da área; o mesmo vale para o setor imobiliário, que vive um boom econômico", diz.

Para a acadêmica, o crescimento de 30% é só o começo de uma nova tendência de mercado. "Países desenvolvidos trabalham com franquias imobiliárias há anos, justamente por terem vivido há duas décadas o bom momento na venda de imóveis que o Brasil vive hoje", disse.

"O crescimento da concorrência estimula inclusive as grandes imobiliárias nacionais a partirem para esta vertente", disse a executiva, fazendo menção à imobiliária Auxiliadora Predial, que já trabalha no ramo de franquias no Rio Grande do Sul e chegou a São Paulo este ano.

Gaúcha
E foi apostando nesse perfil de franqueado que a gaúcha Auxiliadora Predial investiu R$ 500 mil para a entrada no mercado da capital paulista e Grande São Paulo. O objetivo do grupo é fechar 2011 com 15 unidades na região e o foco está no empreendedor que não quer uma franquia internacional. "Nosso grande diferencial é ser uma marca brasileira e atender de perto nossos franqueados", afirmou Antonio Azmus, diretor da Auxiliadora Predial.

De acordo com o executivo, a entrada no mercado de São Paulo é um grande negócio para quem mexe com o setor. "Não há uma imobiliária que não queria fincar uma bandeira no mercado paulista. Depois de 33 unidades no Rio Grande do Sul, achamos que era a hora de vir para São Paulo também", afirmou.

Marcas internacionais
"No período de crise muitas empresas transferiram seus negócios para o Brasil: a vinda de grandes redes como Century 21 e Re/Max fez com que houvesse uma transferência de bandeiras e isso movimentou o mercado", continuou Camargo. A vinda ao Brasil das americanas Re/Max e da Century 21, de acordo com Camargo, visa a obter lucro nos mercados emergentes. "Os motivos do crescimento são a expansão do crédito imobiliário, o boom da construção civil e o déficit habitacional. As maiores empresas do mundo aportam aqui para ganhar no desenvolvimento, especialmente depois do programa 'Minha Casa, Minha Vida'", diz.

A Re/Max, que está no Brasil desde janeiro de 2010, desenvolveu o software iConnect, que auxilia a venda em 44 países e em 25 idiomas. "Cerca de 60% das vendas mundiais são realizadas por meio do iConnect, e a tendência é que no Brasil esse percentual seja semelhante", afirma Renato Teixeira, presidente da Re/Max Brasil, que tem 68 franquias no País.

A rede tem mais de 7 mil franqueados no mundo e atua em 81 países, inclusive nos principais emergentes. Dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), apenas a Rússia ainda não tem escritório e franqueados, mas isso deve acontecer até o fim deste ano, segundo Teixeira. "As maiores marcas mundiais devem vir para cá nos próximos dois anos. Nos eventos internacionais, somos assediados pela concorrência, que já está se movimentando." A Re/Max investiu R$ 1 milhão para abrir a rede no País e a expectativa é ter fechado 2010 com R$ 1 bilhão em valor geral de vendas (VGV).

Outra americana, a Century 21, já atua nos países do BRIC, com 44 franqueados no Brasil, 100 na Rússia, 4 na Índia e 1.200 na China, onde já atua há 11 anos. A empresa vendeu cerca de R$ 200 milhões em 2009 e, sem números oficiais ainda, a expectativa é de que esse número tenha dobrado na soma dos doze meses de 2010.(DCI)

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