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Aluguel: A hora e de negociar

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Com a maior alta desde 2004 do índice que serve para reajustes de aluguéis, os inquilinos devem tentar negociar

Os inquilinos brasileiros estão enfrentando aumentos salgados no valor dos aluguéis. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que serve de referência para o reajuste da maioria dos contratos de locação no país, fechou 2010 com uma alta de 11,32%, a maior desde 2004.
A advogada da ProTeste Polyanna Carlos Silva explica que, se o reajuste pelo índice está previsto no contrato, o locador tem todo o direito de aplicar a taxa. A única opção é tentar negociar.

Silva lembra que, em 2009, o IGP-M teve variação negativa de 1,72%. "Quem aceitou não reduzir o valor do aluguel naquela época terá um bom argumento para pleitear um aumento menor neste ano", observa Pollyanna Silva.

Como o início de ano é um período de muitos gastos extras, ela sugere também ao locatário que estiver com o orçamento apertado que negocie o adiamento ou o parcelamento do reajuste que seria aplicado já neste mês.

Se está previsto no contrato o reajuste, a mudança do valor é feita automaticamente. Por isso, quem quiser negociar o aumento precisa procurar o dono do imóvel ou a administradora responsável com antecedência.

Antes disso, a ProTeste orienta o inquilino a pesquisar em sua região qual o valor cobrado por imóveis do mesmo padrão. Se o preço estiver acima da média, há mais chance de conseguir reduzir.

O consultor de locação do sindicato da construção (Secovi-SP), Cícero Yagi, observa que o relacionamento entre inquilinos e proprietários tem melhorado bastante e que hoje há mais abertura para negociação.

"A cultura do diálogo se consolidou. Hoje, os conflitos são mais raros", afirma. Apesar disso, ele lembra que a conjuntura é mais favorável ao donos de imóveis. Com a alta da renda, mais pessoas estão buscando casas para alugar sozinhas.

Ao mesmo tempo em que a demanda tem crescido, a oferta de imóveis para alugar diminuiu nos últimos anos em São Paulo. Segundo Yagi, 50% dos imóveis da capital paulista eram destinados à locação há 60 anos. Esse índice caiu para 20% em 2000.

Essa combinação de aumento da procura com queda dos imóveis disponíveis acaba pressionando os preços.

"Na época da inflação alta, o governo interferia no aluguel, o que levou muita gente a vender imóvel para investir no mercado financeiro. Hoje, com o aumento da demanda e a tendência de queda nos juros, as pessoas estão voltando a investir em imóveis", analisa o consultor.

A boa notícia para os inquilinos é que, após a forte alta de 2010, o IGP-M deve ter uma variação mais modesta neste ano. O mercado acredita que a taxa em 12 meses estará em 5,6% em dezembro.(OTempoOnLine)

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