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Financiamento de imóveis usados chega a 70% no ABC Paulista

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O financiamento de imóveis usados vem em forte ascensão no Grande ABC. É o que indica nova pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores Imobiliários no Estado de São Paulo), que apurou índice inédito para a região neste ano: do total de vendas efetivadas 70,33% foram financiadas.

O levantamento, que se refere a dados de outubro divulgados só agora, reúne contratos assinados pela Caixa Econômica Federal e por outras instituições financeiras e representa recorde histórico.

Segundo o subdelegado regional do Creci-SP de Santo André, Alvarino Lemes, no ano passado, esse índice na região girava em 40%.

A redução das taxas de juros, somada à maior concorrência entre as instituições financeiras por esse segmento, movimentou o mercado, na avaliação do dirigente.

"Os juros caíram muito, chegaram a 8,16% ao ano, e isso facilitou. Além disso, o Banco do Brasil está entrando (no crédito habitacional). Têm ainda o Bradesco e a Caixa, que sempre liderou no setor."

João Batista Bonadio, que é conselheiro da entidade, concorda. "Os bancos descobriram esse nicho e oferecem vantagens, de juros baixos e rapidez na aprovação. Em alguns casos, em 20 dias já liberam o financiamento, o que acaba beneficiando o comprador e também o vendedor", assinala Bonadio.

CAPITAL - Em outras regiões do Estado, no entanto, a participação do financiamento é menor. No Litoral e na Capital paulista, por exemplo, as vendas à vista representam 61,07% e 58,49%, respectivamente, do total efetivado.

No período analisado, o Creci-SP contatou 1.730 imobiliárias, que afirmaram ter vendido 1.051 imóveis. Com isso, foi registrada uma queda de 17,20% no número de propriedades negociadas em todo o Estado em relação a setembro.

PREFERÊNCIA - Em todo o Estado, a preferência dos consumidores foi para os apartamentos, que lideraram com 52,24% do total das vendas. E no que diz respeito ao valor médio dos imóveis mais vendidos, no Grande ABC, essa faixa subiu para até R$ 200 mil.

O mês de outubro também apresentou redução no número de contratos assinados de locação: a queda foi de 13,72% em relação aos números de setembro.

Segundo o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, normalmente há redução no volume de negócios em dezembro, mas isso tende a se reverter no início do ano seguinte, quando o mercado se reaquece.

Viana afirma que a expectativa para 2011 é que o segmento se fortaleça ainda mais, por conta da segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida.(Diario do GdeABC)

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