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Demanda por imóveis continuará enorme, diz Carlos Terepins, da Even

domingo, 12 de dezembro de 2010

Apesar de otimista, presidente da construtora diz que tem dúvidas em relação à continuidade das linhas de crédito e à capacidade de entrega das empresas do setor

SÃO PAULO - À frente da maior construtora de São Paulo com foco no segmento residencial, o engenheiro Carlos Terepins esbanja energia. Aos 56 anos, diz que trabalha até 12 horas por dia para dar conta da agenda da empresa, que faturou mais de R$ 182 milhões de janeiro a setembro de 2010. "Minha mulher diz que eu trabalho 18 horas por dia, porque em casa eu continuo no telefone. Mas não sinto isso como uma carga, adoro o que faço."

Paulistano e pai de 3 filhos, Terepins diz que herdou dos pais o espírito empreendedor e a preocupação com questões sociais, um dos pilares da construtora, que abriu capital na Bolsa em 2007. "A Even foi a primeira empresa do setor da construção civil a fazer parte do ISE, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa. Isso reflete uma grande preocupação minha."

Terepins diz que há 10 anos não poderia imaginar o atual momento de pujança da construção civil brasileira, e nem o forte crescimento da empresa que fundou há mais de 30 anos, logo depois de se formar em engenharia na USP. "Naquela época fazíamos projetos praticamente a preço de custo. A inflação era galopante e era impossível calcular quanto tinha custado a construção de um edifício," lembra ele, que em uma acertada decisão, se associou à ABC Construtora para se firmar no mercado. "Percebi que os pequenos não sobreviveriam em um mercado tão competitivo."

O grande salto da empresa, no entanto, só seria dado em abril de 2006, quando um fundo de private equity londrino, o Spinnaker Capital, injetou R$72 milhões na companhia. A abertura de capital na Bolsa veio logo em seguida, em 2007. "Nesse momento tive que aprender a lidar com o mercado de capitais." Outro desafio que Terepins passou a enfrentar foi o monitoramento trimestral, e não anual, dos resultados da empresa. "Mas, como gestor, o mais difícil pra mim foi ter que demitir funcionários durante a crise de 2008. Foi muito penoso do ponto de vista pessoal," diz ele, que se diz um arquiteto frustrado. " Hoje me dedico mais à administração da empresa, mas gosto muito de cuidar do produto e acompanhar de perto os projetos e obras."

Veja a entrevista completa nos vídeos anexados.



Investir em sustentabilidade é fundamental, diz Terepins, da Even (2)

(Fonte-Estadao)

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