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Plano habitacional de 1,8 milhões de moradias por ano é proposto pela Fiesp durante 9º Congresso Brasileiro de Construção

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Proposta, a ser analisada pela presidente eleita, Dilma Roussef, prevê investimentos anuais de R$ 259 bilhões em habitação até 2022



Para implementar uma política habitacional que solucione definitivamente o déficit habitacional brasileiro, será preciso construir anualmente 1,8 milhões de moradias, totalizando 23,5 milhões de residências edificadas até 2022, ano do bicentenário da independência do Brasil. A estimativa, apresentada nesta segunda-feira durante o 9° Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness 2010), foi realizada pela FGV Projetos (Fundação Getúlio Vargas), a pedido da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e será apresentada à presidente eleita Dilma Roussef.

Em termos econômicos, o total de construções demanda investimentos de R$ 259 bilhões por ano em habitação até 2022, valor que equivale a 5,8% do PIB brasileiro.  No ano passado, o País bateu recorde de valores financiados e, mesmo assim, o investimento habitacional de R$ 131 bilhões chegou a apenas 4,2% do PIB.

O valor de imóveis novos utilizado para o cálculo da projeção financeira é de R$ 86,2 mil em 2010, e de R$ 152, 7 mil em 2022, considerando o processo de valorização de imóveis e a mobilidade social no período. O estudo também considerou o montante de recursos para reformas de imóveis residenciais, que deve atingir R$ 55 bilhões na média do período 2010-2022.  O resultado dessa política, diz estudo da FGV, seria a redução do déficit habitacional brasileiro de 11,3% para 1,5% das famílias brasileiras em 2022, além da eliminação gradual da precariedade das residências no Brasil.

Veja tabela do investimento habitacional por componente de 2010 a 2022: 
Infraestrutura

A Fiesp também propõe uma agenda de investimentos da ordem de R$ 2 trilhões para contemplar melhorias nos principais setores de infraestrutura. A estimativa, feita pela LCA Consultores, prevê obras nos setores de transportes, rodovias, hidrovias, aeroportos, energia, ferroviário, energia, petróleo e gás, telecomunicações e saneamento. Petróleo e gás concentram maior parte dos investimentos: R$ 955 bilhões. 

A tabela abaixo resume os investimentos por setor:

Somando infraestrutura e habitação, o plano da Fiesp estima que as medidas necessárias para o crescimento do País demandem investimentos de R$ 5 trilhões. De acordo com Michel Temer, vice-presidente eleito, "as conclusões da Fiesp servirão como contribuição aos projetos do novo governo, que irá promover as desonerações necessárias, reduzindo a carga sobre os investimentos e sobre a folha de pagamentos".(PiniWb)

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