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Vetor Norte de BH atrai mais obras e investimentos de porte

terça-feira, 21 de setembro de 2010



Complexo do Vilarinho e empreendimento no Bairro Jaqueline serão analisados pelo Comam

MAURÍCIO DE SOUZA
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Terreno na Rodovia Prefeito Américo Gianett, no Bairro Jaqueline, será usado para empreendimento
Duas obras de grande porte na Região Norte de Belo Horizonte estão na pauta do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam). Um dos empreendimentos é o Complexo Vilarinho, obra viária orçada em R$ 44 milhões, que promete facilitar o acesso da Avenida Pedro I à Estação BHBus e do metrô, permitindo que o Transporte Rápido de Ônibus (BRT) chegue até Venda Nova.

Essa é das promessas da Prefeitura de Belo Horizonte para melhoria do transporte coletivo para a Copa de 2014. Além da obra, um grande empreendimento do setor privado vai ocupar 43 mil metros quadrados. As obras do Complexo Vilarinho deverão ser iniciadas em janeiro de 2012. Serão construídos dois viadutos e duas trincheiras na primeira fase do projeto. A licença prévia do empreendimento já está sendo analisada pelo Comam.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, todo o projeto prevê cinco trincheiras e cinco viaduto para melhorar o acesso da Avenida Pedro I ao Aeroporto Tancredo Neves e a Cidade Administrativa.

Na próxima terça-feira, o Comam promove no Bairro Serra Verde, Região Norte de Belo Horizonte, audiência pública para discutir empreendimento não residencial de 42 mil metros quadrados de construção na Rodovia Prefeito Américo Gianett, no Bairro Jaqueline, Norte da Capital.

O empreendimento foi registrado na Prefeitura de Belo Horizonte em nome da Locapar Participações, com sede na Avenida Bernardo Monteiro, nº 1.563, no Bairro Santa Efigênia, Leste de Belo Horizonte. Neste de endereço funciona uma locadora de veículos, que alega não ter conhecimento do empreendimento.

No Diário Oficial do Município do último sábado, a Prefeitura de Belo Horizonte publicou aviso sobre a audiência pública. Mesmo com a publicação oficial, a Secretaria Municipal de Meio de Meio Ambiente não deu detalhes do projeto, alegando que a Sudecap seria responsável pelo projeto. Por sua vez, a assessoria da Sudecap justificou que não tem informações do empreendimento.

O Comam já concedeu licença ambiental para as obras de duplicação da Avenida Pedro I. Elas deverão ser iniciadas em março que vem. Serão investidos R$ 355 milhões na construção de duas pistas exclusivas de ônibus em cada um dos sentidos. Com 3,3 quilômetros de extensão, a Avenida Pedro I será duplicada da Avenida Portugal até a Avenida Vilarinho.

Segundo a PBH, serão gastos cerca de R$ 180 milhões para desapropriar 239 imóveis. Em janeiro do ano que vem uma equipe da prefeitura vai iniciar as negociações com os proprietários. A maioria das desapropriações ocorrerá do lado esquerdo no sentido centro/bairro. Coma derrubada dos imóveis, a avenida terá mais 27 metros de largura.

Os recursos para a duplicação serão emprestados pelo Governo federal à Prefeitura. A licitação para escolha da empresa que executará a obra deverá ser lançada no final deste mês e a previsão da PBH é assinar contrato com a vencedora no final deste ano.

Viaduto da Portugal será demolido

O projeto de duplicação da Avenida Pedro I prevê seis novos viadutos. Dois serão construídos no novo acesso da Avenida Portugal. Como o atual não suporta o fluxo de veículos, ele será demolido no início de 2011 pela Prefeitura de Belo Horizonte. O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) já concedeu licença para a demolição do viaduto. Os outros serão construídos nas imediações da Rua Monte Castelo, da Avenida Montese, Avenida João Samaha e na entrada da Avenida Olímpio Mourão Filho.

A notícia de que as obras da Avenida Pedro I serão iniciadas no ano que vem já está refletindo no mercado imobiliário. O professor Carlos Lucas Parreiras, 34 anos, desistiu de vender por R$ 150 mil um apartamento de 80 metros quadrados. “Vou esperar a conclusão da duplicação para decidir o que vou fazer. Um corretor me disse que ele poderá ser avaliado em R$ 250 mil”, disse.

“A duplicação da Avenida Pedro I e o anúncio do Complexo Vilarinho vão fazer com que os imóveis do Vetor Norte sejam ainda mais valorizados”, declarou o especialista em empreendimento imobiliário José Rodrigues Dantas. Ele acredita que a valorização será no mínimo de 70%.

Por outro lado, o especialista alerta que é preciso investir no metrô para diminuir a quantidade de carros particulares nas avenidas. Segundo ele, toda vez que uma grande via é duplicada rapidamente, aumenta a quantidade de veículos, e consequentemente surgem os congestionamentos.

A auxiliar de serviços gerais Célia Souza Silva, de Vespasiano, na RMBH, disse que a duplicação da Avenida Antônio Carlos reduziu em dez minutos o trajeto até o Centro da capital. Mas ele reclama que na Avenida Pedro I já ficou quase meia hora parada no congestionamento. “Uma obra tem que ser seguida de outra. Quando o trânsito tá bom na Pedro I, chego 15 minutos mais cedo em casa”, disse Célia Souza.(HojeemDia-BH)

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