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Mercado Imobiliario: Valorização ascendente em BH até 2015

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Salto. Até 2015, unidades custarão o dobro do preço e juros do financiamento são menores que valorização
Crédito facilitado e bom momento econômico geram otimismo no setor

Quem acha que os imóveis já estão muito valorizados e que os preços estão próximos da estagnação está enganado. O mercado pode e vai crescer ainda mais nos próximos anos. Pelo menos é o que garantem imobiliárias e construtoras. De acordo com o gerente de vendas da unidade Sion da Casa Mineira Corretora de Imóveis, Admar Ubaldo Passos Cruz, quem investir em imóveis em Belo Horizonte hoje pode lucrar até 100% nos próximos cinco anos.

Isso significa que um apartamento que, atualmente, custa R$ 200 mil em 2015 poderá ser vendido por R$ 400 mil. "Em um ano, os imóveis na capital valorizaram, em média, 20%. Acredito que os preços vão manter uma média de aumento anual entre 15% e 20%. Isso, até 2015, ultrapassa os 100% de valorização. Até lá, as pessoas podem investir de olhos fechados", calcula Cruz.

Tanto o corretor quanto o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon MG) acreditam que a população vai responder positivamente às altas e vai manter o mercado aquecido. "Como a economia está crescendo, o país está passando por um bom momento, e o mercado não fica atrás. A curva só se inverte se o país entrar em recessão, e não acreditamos nisso", diz o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, José Francisco Couto de Araújo Cançado.

O otimismo é reforçado pelo crédito imobiliário, que tem sido um dos principais fatores de alavancagem das vendas. Nos oito primeiros meses deste ano, o volume de empréstimos da Caixa Econômica Federal já superou o montante total de 2009, que correspondeu a 3,12% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa do banco federal é que, até 2015, a proporção seja de 10%. "Ainda tem muito espaço para o crédito crescer no Brasil. No México e na China, por exemplo, o crédito imobiliário já está em 11% do PIB. Na Holanda, chega a 105%", compara Cruz.

Mesmo para quem financia 100% do imóvel, o investimento é vantajoso, segundo o gerente de vendas da Casa Mineira. No caso da Caixa, que tem as menores taxas de juros do mercado, o financiamento de um apartamento de até R$ 500 mil tem juros de 9,5% ao ano. Mas a valorização chega a 20% no mesmo período. "O investidor está ganhando com o dinheiro da Caixa. Ele usa o recurso para financiar e, no final do período, vende o imóvel, paga os juros e ainda lucra cerca de 50%", explica.

Mas há quem olhe com cautela para esse mercado. O presidente da comissão de direito imobiliário da OAB, Kênio Pereira, acredita que o preço dos imóveis já está chegando próximo de um teto. "Se a renda cresce 7% e o imóvel, 40%, a conta não fecha. Não acredito que a euforia do mercado vai durar até 2015", pondera.





Otimismo em quase toda BH

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG), em Belo Horizonte, as regiões que mais se valorizam, além da Sul, são as que recebem investimentos como o Boulevard Shopping, no bairro Santa Efigênia, região Leste, e o novo Centro Administrativo do governo do Estado, no Serra Verde, no Vetor Norte.

“Para se ter uma ideia, os imóveis nas imediações do Centro Administrativo tiveram valorização de 100% nos últimos três anos”, revela o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon MG, José Francisco Couto de Araújo Cançado.

O bairro Castelo também é um dos que mais se valorizaram nos últimos anos. Segundo um corretor que atua na região, um apartamento de três quartos no bairro não custa menos que R$ 200 mil. Se for um imóvel novo, o preço mínimo sobe para R$ 280 mil e, dependendo do acabamento, chega a R$ 320 mil. “No Castelo, a especulação é muito grande. Acredito que, daqui a uns três anos, os preços devem começar a estagnar devido ao aumento da oferta”, analisa o corretor, que não quis se identificar.

Mesmo em regiões menos valorizadas, os imóveis estão, pelo menos, mantendo os preços. No Alípio de Melo, onde a prefeitura está revitalizando a Vila São Vicente, as placas de vende-se se multiplicam. “Muitos moradores não gostam de morar próximo de vilas. Mesmo assim, a procura está grande e os preços não caíram. Todos serão vendidos sem problemas”, garante Michael Junio de Souza, corretor da Spázio Imóveis.

Segundo Souza, um apartamento de três quartos na região custa cerca de R$ 140 mil. Há três anos, o mesmo imóvel custava R$ 70 mil. “Com a obra da prefeitura, o acesso vai melhorar e os imóveis devem se valorizar ainda mais”. (Publicado em: 14/09/2010-JornalOTempoBH)

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