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Mercado democrático

sábado, 10 de outubro de 2009

*Aline Viana
Lendo os jornais no final de semana passado, me deparei com uma notícia sobre um fato nada recente, mas que ganha evidência a cada dia: a nova classe média brasileira com a ascensão de seu poder de compra. A pauta era sobre a migração de indivíduos de classes mais baixas para esse patamar econômico devido ao aumento das possibilidades de consumir. Achei interessante trazer o assunto da matéria para o mercado imobiliário, que assim como todos os outros é alterado pelo fato.
Contextualizando, desde a instauração do Plano Real, em fevereiro de 1994, as características da popularmente chamada de classe C, passam por constantes modificações, que vão da renda mensal ao número de pessoas compreendidas pela classificação. Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que a inserção de cidadãos na classe mediana é crescente mesmo durante a crise internacional. Na atual conjuntura econômica do Brasil, a classe média compreende cerca de 53,20% dos habitantes do país, ou seja, mais da metade dos cidadãos brasileiros possuem renda domiciliar entre R$1.150 e R$4.807 mensais (Dados de julho/2009).
Essa população emergente, focada no progresso pessoal, deseja firmar-se como consumidora. E o aumento do seu poder de compra está intrinsecamente ligado à queda das taxas de juros, parcerias e financiamentos oferecidos por empresas no tocante a democratizar o ato de consumir. O que mostra que os empresários já se atentaram para o fato, e não é de hoje.
De volta aos setores imobiliário e de construção civil, em busca de opções para venda “mais em conta” que imóveis de luxo, não é raro encontrar uma gama de ofertas. Isso revela o investimento pesado e grande movimentação de empresas do ramo para atender também - e bem! - à demanda dos “novos consumidores”. Por exemplo: É perceptível o esforço de construtoras e incorporadoras para criarem oportunidades direcionadas à classe. Na mesma linha, muitas imobiliárias investem em parcerias com essas empresas, além de bancos, para otimizar os processos de compra. Destaque para os conjuntos habitacionais.
Estudos já afirmaram que em todos os países que alcançaram alto grau de desenvolvimento sócio-econômico, a maior parte dos habitantes integra a classe média. Conhecê-la é, portanto, fundamental para entendermos os rumos do mercado nacional. Uma certeza é de que o nosso mercado imobilário já está apostando certo.
Leia a pesquisa da FGV aqui e outra matéria relacionada aqui .
* Aline Viana é Jornalista e Responsavel pelo setor de comunicação da Rede Morar - Brasil Brokers -
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