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Crise não afeta classe média, aponta FGV

sábado, 10 de outubro de 2009

A crise econômica não interrompeu o processo de expansão da classe média brasileira, revela estudo feito pelo Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), com base em dados da PME (Pesquisa Mensal do Emprego, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A população economicamente ativa incluída na chamada classe C (classe com renda domiciliar de R$ 1.15 a R$ 4.807) representava, em julho, 53,20% do total, crescimento de 2,5% sobre a proporção verificada em julho de 2008.
Ao mesmo tempo, a classe AB (renda superior a R$ 4.807) teve retração de 0,5%. Em julho, representava 14,97% da população, de acordo com os dados da FGV. A classe D (renda entre R$ 804 e R$ 1.115) diminuiu 4,1% em relação a julho do ano passado, significando 13,51% dos brasileiros. Já a classe E (renda inferior a R$ 804) apresentou recuo de 3,3% em um ano, passando a representar 18,32% da população.
"No período pré-crise, em cinco anos, houve um crescimento da classe AB de 35%, e da classe C de 23%. No pós-crise, a boa notícia é que houve algumas perdas iniciais que já fora recuperadas. Hoje, a classe AB está 0,5% abaixo de um ano atrás, e a classe C está 2,5% acima. Ou seja, a crise não afetou o bolso do brasileiro comum", afirmou o coordenador do estudo, Marcelo Neri.

Em janeiro, demonstra o levantamento, a classe média parecia entrar em processo de encolhimento, depois de ter chegado a representar 53,81% do total da população em dezembro. No primeiro mês deste ano, essa proporção encolheu para 52,64%, e desde então, continua em processo de ascensão.
Neri explicou que está havendo uma recomposição da classe AB, sem perdas significativas. Ele frisou que o aumento da classe C é oriundo, basicamente, de pessoas oriundas das classe mais baixas (D e E).
O economista acrescentou que as chamadas periferias mantiveram um bom ritmo de atividade econômica durante a crise, sendo menos afetadas que os grandes centros urbanos. Segundo ele, o fato de esses lugares estarem menos ligados a fatores externos, sendo menos dependentes das exportações e desconectados a influências dos mercados financeiros, contribuiu decisivamente para o bom desempenho nos últimos meses.
"A peça-chave contra a crise brasileira é a classe média, é o poder de compra construído nos últimos anos. Então, as periferias conseguiram aumentar suas rendas nos últimos anos, isso segurou a atividade econômica dessas áreas na crise. Esse mercado interno gera atividade, e atividade gera emprego e mercado interno", comentou Neri. (FolhaOnLine-RJ)

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