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Capitalizado, Santander deve apostar no crédito imobiliário

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Banco diz que que aumentar o financiamento imobiliário como consequência do cenário deficitário do setor no Brasil e em decorrência de novas regras de incentivo.Crédito imobiliário será o nome do jogo do Santander Brasil após a bilionária capitalização que ocorrerá no banco com a oferta de ações que a instituição fará no País. O banco deve seguir a linha de atuação na Espanha nessa modalidade de financiamento, segundo uma fonte próxima ao banco. Até porque, uma das características das instituições estrangeiras é de que as diretrizes para o negócio são traçadas pela matriz. Assim, não é difícil acreditar que a estratégia espanhola seja trazer para o território brasileiro sua expertise em conceder financiamento imobiliário. Os recursos advindos da distribuição de ações também poderão reforçar as provisões, o que dará fôlego aos empréstimos.Segundo o pedido do registro da oferta, a operação deve contemplar 15% do capital social, que em 31 de dezembro de 2008 era de R$ 47,152 bilhões. Se o montante se confirmar, o banco terá um reforço de R$ 7 bilhões em sua estrutura de capital.
As condições para ser um grande e atuante em crédito no País começaram a ser dadas a partir do momento em que o banco decidiu adquirir instituições financeiras no Brasil, com isso garantiu presença no território nacional, além de trazer para dentro de casa uma carteira de clientes bastante diversificadas. Banespa, Meridional, Sudameris, América do Sul e Real são apenas algumas das instituições que tiveram presença marcante no País, cada uma em seu nicho, e que hoje compõem o grupo Santander no Brasil. Claro que além da diversidade de clientes, essas instituições também trouxeram uma dose extra de risco, o que justifica um reforço de provisão, na opinião do consultor da Lopes Filho, João Augusto Salles.
No prospecto preliminar da oferta de ações enviado na última sexta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco diz que pretende aumentar os financiamentos imobiliários como consequência do cenário deficitário do setor no Brasil e em decorrência de novas regras de incentivo a esses financiamentos. De fato esse déficit é gigantesco, de pelo 8 milhões de moradias, conforme lembra Luiz Jurandir Simões, consultor da Fipecafi.
O banco ressalta no documento enviado à CVM que, com maior base de capital, espera expandir a oferta de produtos a seus clientes, adaptando ao Brasil aqueles que já são oferecidos pelo grupo no exterior. Vale lembrar que, desde julho do ano passado, o Santander opera no Brasil uma linha demandada no exterior chamada Mais Conquista, que consiste na hipoteca de até 60% do imóvel quitado. O prazo máximo de pagamento é de 20 anos com parcelas fixas. A taxa varia de 1,79% ao mês para cinco anos a 1,83% ao mês para 20 anos, além do seguro e do IOF. Em dezembro do ano passado, a carteira de crédito imobiliário do banco era de R$ 11 bilhões.
No final de junho, o total de empréstimos do Grupo Santander (incluindo o Real) era de R$ 137,268 bilhões, um avanço de 14,9% sobre o mesmo mês de 2008. As operações para pessoas físicas somaram R$ 60,753 bilhões e para pessoas jurídicas, R$ 71,147 bilhões, crescimentos de 12,6% e 19%, respectivamente. Em entrevista sobre os resultados do período, o presidente do grupo no País, Fabio Barbosa, disse esperar que as operações de crédito da instituição apresentem neste ano expansão de 15% sobre 2008. Já para 2010, a expectativa do executivo é que o total de empréstimos tenha uma evolução em torno de 20%. "As perspectivas a partir de agora estão melhores, com a economia dando sinais mais favoráveis."
Os analistas são taxativos quando dizem que a próxima onda de crédito no Brasil será patrocinada pelo segmento imobiliário. Eles esperam que nos próximos anos essa modalidade seja responsável por levar a relação crédito sobre o Produto Interno Bruto (crédito/PIB) brasileiro dos atuais 43,7% para 65% ou 70%. O período em que essa expansão ocorrerá, no entanto, depende de alguns fatores externos aos bancos como a manutenção da taxa básica de juros em níveis baixos, renda e alteração das regras de recursos direcionados, como da poupança.
Essa reportagem foi originalmente publicada no AE Empresas

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