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BH: onda de mansões verticalizadas

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quem imagina uma mansão como uma casa maior e mais luxuosa do que as tradicionais, construída em terreno exclusivo do morador, pode começar a mudar os conceitos. As construtoras estão investindo nas chamadas mansões verticalizadas, que são apartamentos com tamanho e luxo até maiores do que a de terrenos privados, mas estruturados em um edifício. Nos projetos das construtoras de alto luxo há hoje apartamentos com área de 500 a mil metros quadrados. O preço? Vai depender do mimo que está dentro dessas mansões nas nuvens. Pode ir de R$ 3 milhões a R$ 10 milhões.
E aí outro conceito também vai por água abaixo. Engana-se quem acha que essas mansões são adquiridas em Belo Horizonte por famílias tradicionais e profissionais liberais, como médicos e advogados. Hoje, empresários com negócios em ascensão na periferia da capital, como atacadistas da Ceasa Minas, donos de ferros-velhos, fabricantes de embalagens e produtores e vendedores de marmitas fazem parte da nova clientela das construtoras que produzem para a classe AA. Lembra-se daquela velha história infantil na qual tinha festa no céu, mas “sapo” não entrava? Esqueça. Hoje, no novo Brasil, os sapos viraram príncipes encantados, moram no céu e comandam a festa.
“O dinheiro mudou de mãos. Estamos cada vez mais surpresos com o número crescente de pessoas que compram imóvel nesse padrão”, afirma Ricardo Pitchon, vice-presidente da imobiliária Gribel Pactual, responsável pela venda das duas últimas torres do Grand Lider Olympus, a Gaia e Cronos, com apartamentos dentro do conceito de mansão verticalizada, em Nova Lima. Na torre da Cronos, há suíte com 100 metros quadrados. Só para ter ideia, o cômodo do casal (fora o closet, que mede mais 25 metros quadrados) é maior do que muitos imóveis de três quartos na Zona Sul da capital.
As mansões verticalizadas são comercializadas apenas para a faixa da população que faz parte do restrito topo da pirâmide brasileira. Os compradores, por questão de segurança, são mantidos sob sigilo pelas construtoras. Em geral, são imóveis adquiridos por famílias jovens, com poucos filhos. Mas há casos também de compradores solteiros, que esbanjam o luxo sozinhos em coberturas ou apartamentos. O preço mensal do condomínio depende dos “ingredientes” do edifício. Pode ir de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil. O preço do condomínio é o mesmo que a média salarial dos 10% mais ricos ocupados da Região Metropolitana de Belo Horizonte que, em junho, receberam R$ 2.602 segundo levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP).
Segurança e conforto são os principais atrativos dessas mansões, segundo Luciano Guimarães, diretor da imobiliária Lar Imóveis. “São pessoas que querem segurança, mas sem abrir mão do espaço”, afirma Guimarães. O diretor da Gribel Pactual, Ricardo Pitchon, concorda. “Isso sem contar com os mais avançados recursos de segurança, como guarita 24h blindada, que dá acesso aos condomínios, e antecâmara para pedestres e veículos”, diz. Os empreendimentos ficam localizados em Nova Lima ou na Região Centro-Sul da capital.
As construtoras também se preocuparam em levar a rotina das casas aos apartamentos. Em muitos deles, há horta, jardim, vagas de veículos no mesmo andar do imóvel (que são luxuosamente transportados por elevador).”É uma verdadeira casa, mas com mais segurança. Há mais vagas de veículos porque muitos clientes são colecionadores de carros”, afirma Gilmar Dias Santos, presidente da EPO Engenharia. Os imóveis de alto luxo geralmente são comprados na planta, segundo a diretora comercial da RKM, Adriana Bordalo. “As pessoas adequam a área ao estilo de vida”, diz.
Elevador com parada nos dois andares dos apartamentos é outro diferencial desses imóveis, como é o caso do Adhara, da Concreto, previsto para ser inaugurado em 2013, no Bairro Funcionários. “O dono do imóvel pode querer que os convidados circulem só no ambiente da festa. Aí, é só organizar para o elevador chegar só a esse andar”, afirma Juliana Safar Oliveira, gerente de projetos da Concreto. Ela afirma que as mansões verticais permitem conforto em diversas regiões de terreno escasso em Belo Horizonte. “È difícil achar um imóvel deste tamanho na Região Central. A pessoa tem a segurança de estar em um prédio em localização privilegiada, com sala de ginástica, piscina de raia aquecida, salão de beleza… ou seja, ela não precisa se deslocar para o lazer e os serviços”, observa. Em meio a tanto espaço e luxo, o que não falta para a clientela é escolher o que fazer dentro das mansões nas alturas.

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