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Região da Pampulha: Imóveis em alta

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Valorização atinge todos os bairros da Pampulha. Em média, preços dos terrenos subiram mais de 100% nos últimos cinco anos


Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Consultor imobiliário na região há 35 anos, Ângelo Custódio afirma que a procura por imóveis na Pampulha supera em muito a oferta


A valorização dos imóveis atinge todos os bairros da Pampulha e alcança ainda áreas de regiões vizinhas. "De terra de ninguém passamos a ser uma das regiões mais promissoras da cidade, tanto que nenhuma área de Belo Horizonte recebe investimentos públicos como a nossa. O resultado é um forte aquecimento dos negócios imobiliários e a procura por imóveis supera em muito a oferta", diz o consultor imobiliário Ângelo Custódio Pinheiro, que acumula a experiência adquirida em 35 anos de atuação no mercado da Pampulha.

O crescimento da demanda, observa Ângelo Custódio, levou à elevação de preços dos imóveis da Pampulha acima da média registrada na capital. "Em média, os terrenos subiram mais de 100% nos últimos cinco anos, e a tendência é que a valorização continue em ritmo crescente nos próximos anos." Entre os bairros com imóveis mais valorizaram ele cita o Itapoã, o Planalto, o Santa Amélia e o Santa Mônica.

"No Planalto e principalmente no Itapoã, que vem recebendo investimentos em empreendimentos residenciais de alto padrão, há apartamentos vendidos a mais de R$ 3 mil o metro quadrado (m²).

Já no Santa Amélia, um lote de 360m² não custa hoje menos de R$ 280 mil e apartamentos simples e antigos, de dois quartos no Santa Mônica, já alcançam o preço de R$ 120 mil", destaca.

Já Márcio Eduardo Pinheiro, diretor da Imobiliária Santa Mônica, assinala que os imóveis com preço médio de R$ 150 mil são os mais procurados e vendidos na região. "Nessa faixa de preço, tudo o que se tem em estoque é vendido rapidamente", destaca.

Na avaliação de Evandro Negrão de Lima Júnior, vice-presidente das Incorporadoras da CMI/Secovi-MG, entre as regiões da Pampulha em que os imóveis mais se valorizaram estão os bairros Castelo, Ouro Preto, Planalto, São Luís, Braúnas, Enseada das Garças e Bandeirantes, com índices que também supera os 100% nos últimos três anos. O diretor da Imobiliária Santa Mônica diz que espera um maior incremento dos negócios para os próximos anos, como resultado da transferência do centro administrativo do governo do estado para o Bairro Serra Verde, em Venda Nova, distrito vizinho à Pampulha, opinião compartilhada por outros profissionais que atuam no mercado da região. "A mudança do centro administrativo para o Serra Verde deve trazer para a Pampulha boa parcela dos funcionários, que, por comodidade, vão optar por se mudar para uma região mais próxima do trabalho." Ele defende que a Pampulha oferece opções de moradia para todas as faixas de renda, tendo assim atributos para atrair um grande número de funcionários, inclusive os mais graduados.

"Temos oferta de empreendimentos novos dos segmentos econômicos em regiões mais vocacionadas para esse público, como o Copacabana, Céu Azul, São João Batista, Santa Mônica e em bairros de Venda Nova, que são resultado de investimentos de grandes incorporadores, como MRV e Tenda. Para a classe média, a Pampulha e a Região Norte oferecem imóveis novos e usados em bairros tradicionais, de boa infraestrutura, como o Planalto, o Itapoã, Ouro Preto, Castelo e o Santa Amélia. E o público com renda mais alta tende a se fixar nas áreas nobres da Pampulha, como os bairros São Luís e Bandeirantes", salienta. Márcio Eduardo argumenta que dificilmente um funcionário graduado do governo do estado vai se fixar na região de entorno do novo centro administrativo. "São áreas antigas, já consolidadas, mais voltadas para o público de baixa renda."

FLEXIBILIZAÇÃO

Ângelo Custódio Pinheiro diz que a previsão é de que 26 mil funcionários públicos sejam transferidos para o novo centro administrativo, mas afirma que para a atração de parte deles, a Pampulha ainda precisa ter suas regras de ocupação e uso ainda mais flexibilizadas. "É preciso que se autorize a construção de prédios mais altos e ocupando áreas maiores em bairros como o Itapoã e o Planalto, para que seja viável o investimento por grandes incorporadores na construção de empreendimentos para a classe média alta. Os novos moradores também vão precisar de infraestrutura de serviços e comércio mais ampla. É preciso incentivar a instalação de empresas nas regiões da Pampulha que ainda dispõe de grandes áreas", propõe.Evandro Negrão, por sua vez, diz que a flexibilização possível já foi aprovada pela 3ª Conferência Municipal de Política Urbana, com regras menos rígidas, por exemplo, para empreendimentos hoteleiros, culturais e de entretenimento, inclusive para a empresa que quer se instalar no entorno da lagoa, e, a partir de sua aprovação pela Câmara Municipal, poderá contribuir não só para a melhoria da infraestrutura de comércio e serviços da região, mas também para a segurança dos moradores.

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