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Mercado Imobiliário: Pampulha a bola da vez

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Conjunto de intervenções públicas resgata interesse por empreendimentos comerciais e residenciais na Pampulha

Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Projeto do Bairro Alto do Engenho, lançado pela Habitare Construtora no ano passado, com apartamentos de três e quatro quartos, teve rápida valorização das unidades

Depois de décadas de abandono, a Pampulha voltou a receber a atenção do poder público e há cerca de cinco anos vem sendo beneficiada com uma série de intervenções viárias e de revitalização de seu complexo arquitetônico e paisagístico. Reurbanização da orla da lagoa, restauração do patrimônio histórico-arquitetônico e a criação do Parque Ecológico são exemplos de ações já implantadas na região, que aguarda ainda a conclusão das obras de alargamento da Avenida Antônio Carlos para a melhoria de sua principal ligação com a Região Centro-sul e as intervenções para a despoluição do espelho d'água da lagoa, com término previsto para 2012.

Com os investimentos, o mercado imobiliário da região vive momento de pujança, e fatores como a transferência do centro administrativo do governo do estado para o Bairro Serra Verde, no distrito vizinho de Venda Nova e a confirmação de Belo Horizonte como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014 podem resultar em uma valorização ainda maior dos imóveis da região.

"Essa conjunção de fatores - obras de melhoria de acesso e de revitalização da região, transferência do centro administrativo e a Copa - nos leva a acreditar que a Pampulha será a bola da vez do mercado imobiliário de Belo Horizonte", diz o vice-presidente das Incorporadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Júnior, ao lembrar que a região ainda dispõe de grandes terrenos, o que não ocorre nas áreas mais nobres da capital.

Nos últimos quatro anos, observa Evandro, os imóveis na Pampulha estão em ritmo crescente de valorização. "Não há como falar de preço médio dos imóveis na Pampulha, pois a realidade do mercado em cada bairro que compõe a região é diferente. Mas um bom exemplo é o do Bairro Bandeirantes, onde um terreno, há quatro anos, era vendido a R$ 100 o metro quadrado e hoje o preço médio de lote está em R$ 400 o m²", afirma.

Outro fator que deve contribuir para a valorização dos imóveis, lembra o vice-presidente das Incorporadoras da CMI/Secovi-MG, é a flexibilização de regras de uso dos terrenos na região da Área de Diretrizes Especiais da Pampulha (ADE Pampulha) para a instalação de empreendimentos hoteleiros e ligados ao setor de cultura e entretenimento, aprovada pela Conferência Municipal de Política Urbana e que deve integrar projeto de lei a ser encaminhado pela prefeitura para a apreciação da Câmara Municipal. Segundo ele, como Belo Horizonte será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, e, a Pampulha, que abriga o maior estádio da capital, o Mineirão, deve receber investimentos privados especialmente do ramo hoteleiro.(Denise-MenezesEstadodeMinas)

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