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Empresas do setor imobiliário garantem que a crise acabou

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SÃO PAULO - A crise da economia mundial está em sua fase final se depender do otimismo que paira sobre o setor da construção civil brasileiro. Segundo o diretor de Relações com Investidores da Rodobens Negócios Imobiliários, Luciano Guagliardi, a crise financeira teve o seu fim no mercado brasileiro da construção com a entrada do programa federal "Minha Casa, Minha Vida", no dia 13 de abril. "Isso foi o divisor de águas para o setor", afirma o executivo. Ele explica que para aproveitar o cenário, a Rodobens pretende direcionar 90% dos seus negócios ao segmento econômico e a estratégia é preservar o capital dos acionistas.
Já algumas das grandes empresas do setor aproveitam o terreno fértil e, em menos de três semanas, protocolaram pedidos de ofertas primárias de ações ordinárias, que somadas, pretendem captar cerca de R$ 2 bilhões.
A primeira a aproveitar o gancho foi a MRV Engenharia e Participações. A companhia protocolou, em maio, a distribuição primária de ações com pretensão de capitalizar entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões. Nas últimas três semanas, a Multiplan Empreendimentos Imobiliários fez pedido de oferta primária de R$ 650 milhões. A PDG Realty apresentou ao mercado o pedido para capitalizar cerca de R$ 750 milhões. A Rossi Residencial protocolou distribuição de aproximadamente R$ 600 milhões. E, por fim, foi a vez da Brookfield Incorporações, ofertando entre R$ 500 e 700 milhões.
Conforme Guagliardi, cada empresa apresenta o seu ciclo para arrecadar recursos. "Nós pretendemos captar nossos recursos com nossos produtos", diz. Segundo o executivo, o ciclo natural de uma empresa de capital aberto é, após alguns anos depois de seu IPO, utilizar ferramentas pra arrecadar recursos. "Esse é um ciclo normal para as empresas continuarem a crescer. E o programa federal é um gancho para tal", completa.
Oportunidades
"Agora o cenário está mais claro", afirma o diretor de Economia do Sindicado da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Eduardo Zaidan. Em relação às ofertas primárias de ações ordinárias, ele diz que é necessário ter conhecimento do objetivo das empresas para esses recursos, mas esta confiante. "O mercado nunca desapareceu, e agora existe mais oportunidade de investimento nele."
O diretor comenta que a crise interrompeu o processo de expansão de várias empresas. Mas durante o segundo trimestre, foi nítido que "os músculos do mercado imobiliário começaram a se flexionar".
Novos números
Conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) sobre o Índice Nacional da Construção Civil do mês de agosto, a demanda do mercado da construção pode estar aumentando. Até agosto, já há uma alta acumulada de 4,3% nos custos. O resultado fica abaixo do registrado no mesmo período de 2008, quando o acréscimo foi de 7,72%. Mas na época, a crise financeira mundial era apenas boato, tendo em vista que a sua precursora, a concordata do banco de investimento Lehman Brothers, aconteceu apenas no dia 15 de setembro.
Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, as empresas estão ampliando os seus negócios junto ao programa do segmento econômico do governo e, desde o segundo trimestre, "o mercado imobiliário vem apresentando uma boa recuperação". "As grandes empresas que não atuavam no setor estão aumentando a sua expertise no segmento econômico, fazendo parcerias com empresas que conhecem esse nicho", completa.
Simão está confiante em relação aos resultados do setor até o final de 2009. "Esperamos que o mercado imobiliário, mesmo com os três primeiros meses do ano abalados pela crise, chegue ao resultado igual ou superior ao de 2008", afirma.
Ele ressalta que o aumento da velocidade da construção das unidades econômicas gera uma aceleração nas vendas, fator que acarreta uma "melhora do mercado".Para Simão, o objetivo do governo de acabar com o déficit imobiliário nacional, que chega aos 7,5 milhões de moradias, sustentará o setor da construção. (dci)

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