Pesquize em toda a Web

Verticalização ronda Pampulha

domingo, 16 de agosto de 2009

Temor. Moradores da região estão receosos com a descaracterização do cartão postal da cidade



Proposta. Flexibilização prevalece a contragosto dos moradores durante conferência realizada ontem . Hotéis, bares e novos restaurantes poderão ser construídos

Receosos com uma possível descaracterização da região da Pampulha, um dos cartões postais da capital, moradores se mobilizaram para acompanhar ontem o último dia de votações da III Conferência Municipal de Políticas Urbanas, realizada no centro da cidade. O fruto desse pleito pode virar lei. E para frustração daqueles que estiveram no debate, prevaleceu o interesse comercial e se aprovou a flexibilização na ocupação da regional.
Ficou decidido na conferência que redes hoteleiras, restaurantes e outros espaços de entretenimento poderão se instalar na Pampulha. A justificativa seria incrementar o turismo, lazer e a cultura, pensando na Copa de 2014. Outra proposta aprovada foi a alteração dos padrões construtivos nas áreas do entorno do Mineirão e do Centro Esportivo Universitário. A legislação atual não permite prédios superiores a três andares em alguns pontos da região. Esse projeto e os demais aprovados durante os oito últimos sábados de realização da conferência serão remetidos ao prefeito Marcio Lacerda nesta próxima quarta-feira.
Após a apreciação do chefe do Executivo, as propostas serão compiladas em um projeto de lei, a ser entregue à Câmara de Vereadores até o fim de setembro. Para o representante dos moradores da Pampulha, Antônio Carlos Carone, a proposta deve ser melhor analisada assim que for entregue à Câmara. Segundo Carone, os moradores, os principais interessados no assunto, não foram ouvidos.
"Desde a escolha dos delegados regionais que votam as propostas, até a eleição final desta conferência, tudo ocorreu de maneira irregular. Quem de fato votou hoje (ontem) não é morador da Pampulha", denunciou. Quatrocentos e oitenta e dois delegados participaram da votação.]
Verticalização. Ainda conforme Carone, a proposta aprovada ontem abre uma brecha para a futura verticalização da região. "O que presenciamos nesse denominado espaço democrático (a conferência) foi a homologação das intenções do Executivo, que faz o que quer, aprova ou rejeita o que quer. Esperamos pelo bom senso dos vereadores", completou.
Conferência ParticipaçãoSegundo a prefeitura, cerca de 3.000 moradores da cidade participaram de maneira direta dos trabalhos durante a conferência.VotaçãoDepois de oito sábados consecutivos, ontem foi o último dia de trabalho. Trinta e nove propostas foram apreciadas por mais de 400 delegados regionais que participaram do encontro.
Preservação
PBH nega interesse em verticalizar

A consultora técnica especializada da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Maria Caldas, garantiu ontem que o interesse do Executivo é preservar a orla da Lagoa, apesar da aprovação da proposta que leva à flexibilização do uso e ocupação da regional.
“Apesar da resistência de alguns setores em determinados assuntos, temos o consenso pela preservação do patrimônio ambiental e cultural de Belo Horizonte”, afirmou Maria Caldas. Ela ressaltou que a verticalização está completamente fora de cogitação e que o assunto sequer integrou a pauta de discussão. Mas ela admitiu que a construção de hotéis poderia ocorrer em áreas mais afastadas da orla da Lagoa.
Essa não é a primeira vez que se discute alterações no padrão construtivo da Pampulha. No ano passado, um projeto de lei tramitou na Câmara de Vereadores e permitia edifícios de até 12 andares na região. (FZ)

0 comentários:

Postar um comentário

  © Blogger template On The Road by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP