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Setor imobiliário prevê triplicar o mercado

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Não são apenas as pessoas de baixa renda que estão comemorando a chegada do programa habitacional do governo federal, Minha Casa Minha Vida. Cinco meses depois de ser lançado oficialmente, empresários do setor imobiliário e de construção, representados pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), esperam dobrar o número de unidades vendidas nos próximos anos. Os mais otimistas querem triplicar a quantidade de vendas em comparação aos dias atuais.
Durante o encontro realizado na noite desta segunda-feira (10/08) na sede da AcigABC (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do ABC), o presidente do Secovi, João Crestana, apresentou para empresários da região as perspectivas do mercado imobiliário frente ao programa habitacional. Segundo ele, atualmente há 111 milhões de pessoas pertencentes às classes D e E, enquanto 50 milhões são da classe C e 20 milhões da A e B.
“Se antigamente o mercado imobiliário era praticamente todo voltado para as famílias com mais poder aquisitivo, agora este cenário está mudando. Os mais pobres, que eram considerados como chagas, será a nossa maior demanda”, diz Crestana. “Eles precisam de habitação e representam uma enorme oportunidade de mercado”, completa.
Para o empresário e vice-presidente de Comercialização e Marketing do Sindicato, Elbio Fernández Mera, a crise financeira foi encarada positivamente pelo setor. “Apesar de também termos sido afetados com os problemas, conseguimos concretizar algumas aspirações que estávamos fazendo ao governo federal há cerca de 20 anos. Uma delas veio com a implantação do Minha Casa Minha Vida”, conta.
Mera acredita que o mercado imobiliário ficará mais competitivo com outros bens de consumo, pois mais pessoas poderão adquirir a casa própria, fazendo com que o setor fique ainda mais forte. “Precisamos garantir que o subsídio que está sendo oferecido atualmente seja mantido pelos próximos anos. Só assim o programa será perene e resultará em resultados positivos tanto para o setor de construção civil quanto para a sociedade até meados de 2025”, acrescenta o presidente do Secovi-SP.
“Este programa habitacional deveria ter sido implantado no País há mais tempo. O problema que teremos de resolver é com relação aos imóveis que serão oferecidos para as famílias com renda até três salários mínimos”, lamenta o presidente da AcigABC e vice-presidente do Secovi-SP no Interior, Milton Bigucci.
O empresário explica que se não houver doações de terrenos ou de infraestrutura, a construção e a comercialização destes imóveis será inviável. “Se não tivermos nenhum tipo de ajuda eles serão inviáveis”, finaliza.

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