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O mercado imobiliário após o 1º impacto da crise econômica mundial

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Até antes de o Brasil tornar-se grau de investimento por duas das três principais agências globais de rating, a S&P e a Fitch, a expectativa natural era de que todos os setores da economia brasileira experimentassem um largo impulso, essa expectativa foi até confirmada pelas performances dos indicadores econômicos brasileiros nos mercados globais de dívida e ações, ainda no início de 2008, quando os títulos de dívida soberana e o IBOVESPA atingiram seu pico histórico de valorização. Com o advento da crise financeira mundial surgiu o conseqüente receio, também natural, de que os investimentos no Brasil estariam estagnados, mais ainda, de que a economia brasileira seria também enfraquecida pela crise. Nessa esteira o setor imobiliário foi afetado.
Contudo, alguns fatores internos da nossa economia, como o sistema bancário reconhecido mundialmente por seu alto nível regulatório, controles e plataforma tecnológica confiável, foram capazes de gerar e fomentar boas oportunidades para investidores que querem fugir de mercados considerados de risco. Atualmente há um ingresso líquido de recursos na economia brasileira de quase US$8 bilhões no ano, com o índice IBOVESPA em 34% de alta, contra 4% de baixa do americano Dow Jones. E uma das, senão a maior mola propulsora dessa massa crítica de atividade interna está justamente no mercado imobiliário, tanto no segmento residencial como no comercial. Como principais motivos para a tendência de aumento de investimento nesse setor estão a queda da SELIC - atualmente expressando a menor taxa nominal histórica na ordem de 10,25% ao ano; a especial atenção dispensada a esse mercado pelo governo brasileiro através do lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida; por último, a segurança jurídica dos negócios realizados no país. Por essas razões há uma grande expectativa pela retomada do mercado imobiliário que já começa a dar sinais de positivação.
Risco.
Outro ponto importante que sustenta essa tese é de que o Brasil não vê uma quebra de contrato ou cenário de ruptura há muitas décadas e mais ainda, não se percebe tal risco como material quando se trata de risco soberano brasileiro. Portanto, a combinação de marco regulatório estável, saúde de seu sistema bancário e menores níveis de alavancagem, avanço gradativo de seus indicadores econômicos e sociais, entre outros, apontam na direção de um crescimento sustentável de longo-prazo, conferindo ao mercado imobiliário a posição de uma das grandes molas propulsoras desse movimento. Essa percepção é compartilhada por três recentes prêmios Nobel de economia, Robert Mundell (1999), Joseph Stiglitz (2001) e Edward Prescott (2004), em recente visita ao Brasil. Ainda existe muito a ser feito para o setor voltar aos patamares do passado recente, mas sem dúvida, todos esses fatos parecem convergir para um período promissor.
João Francisco Regos é sócio da área Contratos Comerciais e Imobiliários do escritório Trench, Rossi e Watanabe

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