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Marketing imobiliário para atrair a classe C

sexta-feira, 21 de agosto de 2009



A economia brasileira, aos poucos, dá sinais de que está em recuperação. Parte significativa dela, a construção civil vai retomando os índices de crescimento que apresentava antes da crise. O programa de estímulo à habitação lançado pelo governo, o “Minha Casa, Minha Vida” estimulou toda a cadeia produtiva do setor imobiliário, principalmente voltado ao público de baixa renda ou também conhecido como segmento econômico.
“De olho neste nicho de mercado, grandes construtoras lançaram marcas e produtos próprios para o segmento de baixa renda antes mesmo de eclodir a crise. Passado o período crítico, elas voltam suas ações de marketing para esse público”, relata Carlos Valladão, sócio do Grupo Eugenio e presidente da Eugenio Marketing Imobiliário, ao lado de Bob Eugenio. A empresa possui clientes como a Living (marca do Grupo Cyrela para baixa renda) voltada para empreendimentos verticais em grandes centros e a Construtora Rodobens, focalizada em produtos horizontais como condomínios de casas para o interior.
Não há como negar que o que mais atrai esse novo público consumidor de imóveis é o preço e, principalmente, as condições de pagamento. “Esse público está acostumado a fazer compras de eletro-domésticos mediante a prestações a médio e longo prazo com valores que cabem no bolso”, lembra Valladão.
Para conseguir chamar a atenção do freguês, vale tudo. Campanhas publicitárias mais populares, simples e de alcance maior começam a tomar espaço dos Stand de Vendas que hoje não só estão na frente do terreno do empreendimento, mas também no centro da cidade e nos grandes shoppings. “A ideia é oferecer um acerto de linguagem nessas campanhas de marketing, ou seja, é preciso ser o mais direto possível. Geralmente, os empreendimentos para baixa renda são formatados em grandes condomínios, com número grande de imóveis, por isso, o objetivo da publicidade é esse mesmo: “ir onde o povo está”, com anúncios em mídias de massa, aí inclui internet, e que atinja a um grande número de interessados”, aconselha o empresário.
Erro frequente é pensar que a classe C não se importa com qualidade e beleza. “Esse público está mais exigente. São pessoas bastante informadas que não aceitam qualquer oferta, eles comparam os produtos, analisam o que é mais vantajoso em estrutura da área de lazer, vagas de garagem e ainda o endereço do empreendimento. Só depois em acordo com esses fatores, decidem pela compra”, pondera Carlos Valladão.
A conclusão da venda de um imóvel de segmento econômico passa pelos corretores de imóveis. De nada adianta tanto trabalho em marketing, se o corretor não estiver preparado. “Acredito que não seja preciso profissionais com preparação específica para o atendimento desse público. Os corretores devem mesmo é estar bem informados, principalmente com relação as condições do programa “Minha Casa, Minha Vida”, financiamentos imobiliários, taxas de juros e documentação”, aconselha Valladão.
O mercado imobiliário está de volta e há sinais confiáveis de que o momento é próprio para a compra de um imóvel. As construtoras acostumadas a lançamentos de classes média e alta terão um novo desafio pela frente: vender imóveis baratos com o máximo de qualidade possível. As que conseguirem vencer o desafio terão amplo mercado pela frente.
Fonte: Imóvel.Com

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