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Imóves: volta a troca de terrenos por unidades

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Proprietários voltam a trocar lotes por unidades do empreendimento a ser construído

Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Vice-presidente de Incorporações do Secovi-MG, Evandro Negrão de Lima Junior diz que o ganho com o investimento varia de acordo com a localização do lote

Passada a euforia que tomou conta do mercado imobiliário entre 2007 e 2008, quando, capitalizadas, as empresas disputavam a compra dos melhores lotes com a oferta de altos valores em dinheiro, a permuta por unidades do empreendimento a ser construído volta a dominar as transações entre proprietários de terrenos e incorporadores. "A permuta sempre foi um sistema muito tradicional em nosso mercado. A partir de 2007 até meados de 2008, as incorporadoras, especialmente as que abriram capital na bolsa, estavam com o caixa muito folgado, e os negócios passaram a ser feitos em dinheiro. Com a crise, veio o aperto no crédito, e a prática da permuta foi retomada", diz o diretor comercial da Construtora Lincoln Veloso, Rodrigo Veloso.

Reinaldo Branco, diretor da RB Imóveis, observa que, durante o boom imobiliário, a maioria dos proprietários exigia o pagamento em dinheiro na venda de terrenos. "Mas no período mais agudo da crise e até mesmo agora, quando vemos sinais claros da recuperação econômica, a permuta voltou a ser quase que um requisito básico nesse tipo de negociação, porque dificilmente um construtor está disposto a desembolsar recurso já na compra do terreno. Ele prefere manter o capital para ser aplicado na obra", avalia, ao lembrar que as transações com terrenos para grandes empreendimentos sempre envolvem valores muito altos. Portanto, significativos para manter o cronograma de uma obra. "Mais de 90% dos negócios com terrenos, de que tenho conhecimento, estão sendo feitos por meio de permuta", acrescenta.

Já Ricardo Alfeu, diretor da RKM Engenharia, diz que os proprietários de terrenos na capital, principalmente daqueles localizados em regiões nobres, ainda não perceberam as mudanças provocadas pela crise e a maioria ainda insiste na venda em dinheiro, por valores fora da realidade de mercado, embora não consigam efetivar o negócio. Na permuta, informa Rodrigo Veloso, o terreno é pago com um certo número de unidades no empreendimento a ser construído ou com um percentual, acertado entre as partes, do recurso apurado com a venda, a terceiros, das unidades oferecidas. "Em ambos os casos, de permuta física ou financeira, o negócio é vantajoso para as duas partes", defende. Ele argumenta que, para o proprietário, o benefício é alcançar um valor pelo terreno maior que o seu preço de venda no mercado e, para o incorporador, a vantagem é manter o seu capital de giro.

O vice-presidente de Incorporações da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Evandro Negrão de Lima Junior, considera que o ganho do proprietário com a permuta sobre o valor de mercado do terreno varia de acordo com a localização do lote. "Áreas já muito valorizadas, como as situadas em Lourdes, na Savassi e no Funcionários, proporcionam um plus menor. Já os terrenos localizados em áreas com maior potencial de valorização, como a Pampulha, as regiões Norte, Oeste e Leste de Belo Horizonte, podem permitir um ágio de até 80% sobre o valor de mercado do terreno. Mas sempre há um ganho para o proprietário, que se situa, em média, entre 30 e 50%", assinala. (UAI)

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