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Financiamento imobiliário cresce em junho

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança cresceram 24,7% em junho na comparação com maio, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) divulgados nesta segunda-feira, somando R$ 2,976 bilhões --em maio o valor chegou a R$ 2,388 bilhões.
Com esse resultado, junho foi o melhor mês do ano e também o melhor desde agosto do ano passado. O volume de financiamentos começou a cair em setembro, mês que marcou o agravamento da crise financeira. Em relação a junho do ano passado --quando o financiamento foi de R$ 3,192 bilhões--, no entanto, houve uma redução de 6,77%.
O presidente da Abecip, Luiz Antonio França, atribuiu a melhora dos resultados ante o mês anterior ao aumento da confiança dos consumidores em junho. "O consumidor volta a ter confiança e volta a olhar para investimentos deste porte", disse. Além disso, de acordo com ele, a queda da taxa básica de juros, em 8,75% ao ano atualmente, e o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, também ajudaram a aquecer o mercado.
No primeiro semestre, foram liberados R$ 13,605 bilhões, crescimento de 5,1% ante o mesmo período do ano passado. O resultado, segundo França, é o melhor da história para os seis primeiros meses de um ano. Nos últimos 12 meses, as operações somam R$ 30,688 bilhões, 26,3% acima das realizadas nos 12 meses entre julho de 2007 e junho de 2008 (R$ 24,304 bilhões).
Em números absolutos, as contratações feitas pelos agentes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) em junho corresponderam a 25.840 unidades --um aumento de 24,1% ante maio (quando o número chegou a 20.824 unidades) e o maior resultado deste ano.
No ano, porém, a construção e aquisição de imóveis está em 125.136 unidades, número 2,57% inferior ao registrado entre janeiro e junho de 2008. Em 12 meses, foram financiadas 296.388 unidades, contra 243.501 nos 12 meses anteriores.
A grande diferença nos financiamentos realizados em 2009, na comparação com 2008, é, segundo França, um aumento na venda de imóveis já construídos, enquanto os recursos direcionados para a construção de novos empreendimentos diminuíram. Os dados da Abecip mostram uma alta de 29% nos valores financiados para aquisição de R$ 8 bilhões, ao mesmo tempo em que os recursos para a construção somaram R$ 5,6 bilhões, em queda de 24%.
Além do número maior de pessoas buscando o financiamento da casa própria, França destacou o aumento do valor financiado, que chegou a 59,9% do total do imóvel neste ano.
Projeção
O presidente da Abecip projeta que os financiamentos imobiliários com recursos da poupança fechem o ano um pouco acima dos R$ 30,032 bilhões de 2008 --patamar recorde. Ao todo, somando os financiamentos com recursos do FGTS, que devem ficar em torno de R$ 15 bilhões, segundo meta do governo, os valores financiados devem ultrapassar R$ 45 bilhões em 2009.
Segundo França, as unidades financiadas --incluindo aquisição e construção-- também devem ultrapassar as 299.685 do ano passado.
Poupança X fundos
Ele defendeu ainda que não está havendo uma migração de recursos para a poupança em razão da queda da Selic. "Não dá para dizer que uma captação de R$ 6,7 bilhões [em junho] é migração", disse. De acordo com o presidente da entidade, basta olhar o tamanho da indústria de fundos no país --de R$1,263 trilhão-- para saber que essa captação não é tão significativa.
França apresentou dados que apontam que os investimentos em fundos cresceram 15,5% até junho, enquanto os depósitos em poupança subiram 7,37%, para R$ 290,3 bilhões.
O governo estuda medidas para conter uma corrida para a poupança caso as cadernetas se tornem mais rentáveis que os fundos de investimentos. O presidente da Abecip afirma que, se houver esse desbalanceamento, é favorável às medidas. Segundo ele, porém, isso ainda não está acontecendo.
(FolhaOnLine)

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