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Domicílios terão menos moradores em BH

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Belo Horizonte viverá, nos próximos 40 anos, uma explosão de domicílios. A projeção é de que eles aumentem 37,8%, alcançando quase 900 mil unidades. A expansão não se refletirá no aumento da população, cujo crescimento será de apenas 3,1%, passando de 2.302.101 habitantes, em 2000, para 2.372.920 (situação quase igual à atual, de 2,4 milhões).
As consequências serão mais visíveis no número de moradores de cada um desses domicílios, que tende a sofrer mudanças. As casas com apenas uma pessoa terão aumento de 10,9% para 20,7%. Aquelas com dois moradores sairão do patamar de 16,2% para 34,2%, crescimento explicado pelo aumento do número de casais de idosos, filhos que deixaram de viver com os pais e baixas taxas femininas de um novo casamento (as mulheres separadas ou viúvas têm tendência a viver com os filhos).
Já os domicílios compostos por três pessoas manterão a proporção do ano 2000, e representarão 23% dos lares. A manutenção da taxa de fecundidade, abaixo do nível de reposição, contribui para a redução da proporção de casas constituídas por mais pessoas. Assim, o número de imóveis com quatro moradores ou mais vai diminuir.
Nos lares com apenas uma pessoa, 46,6% serão solteiras, 35,6% separadas e 17,8% mulheres viúvas. Para avaliar a influência da mudança da composição dos domicílios, Edwan Fioravante, autor do estudo, usou também o padrão de posse de automóvel observado em 2000. A frota projetada se apresentou crescente até 2035, alcançando pouco mais de 740 mil veículos. Mas, em 2007, ela já correspondia a 730 mil carros, indicando o efeito de outras variáveis, entre elas as econômicas. Hoje, BH já ultrapassou 1 milhão de automóveis. “Gostaria que o modelo explicasse totalmente, mas a questão econômica é muito forte, além da demanda reprimida ser muito grande, ou seja, as pessoas querem ter e têm necessidade de ter. Por isso, optamos pela análise da população e por deixar para a frente as variáveis econômicas, como crédito e o setor terciário”, explica Fioravante.
Pesquisador da Fundação João Pinheiro (FJP), Mário Rodarte analisa as conclusões da pesquisa do Cedeplar: “Há uma mudança comportamental que vem reduzindo o tipo de família da forma concebida tradicionalmente, com marido, mulher e filhos, sendo o homem o chefe. A partir da década de 1990, principalmente, se acentuaram os novos tipos de constituições, agora unipessoais, com homens e mulheres com um perfil escolarizado, pessoas no auge do ciclo de trabalho e ainda o chamado meio termo, que são as mulheres com filhos, mas sem os cônjuges.”
Outra categoria, segundo ele, são casais sem filhos que preferem adiar a vinda de crianças – geralmente pessoas de alta renda e ativas no mercado. “Como as famílias mais numerosas estão se reduzindo, os domicílios crescem de forma acelerada. É uma tendência relativamente nova e essa mudança é de longo prazo. Não sabemos onde vai parar, até quando o percentual de lares vai diminuir, mesmo num cenário no qual as famílias mudam de natureza e as mulheres trabalham.” (Uai)
Confira o retrato da família belo-horizontina em 2050

Família
• Idade máxima para casamento: 30 anos
• As mulheres deixarão a casa dos pais até os 25 anos; já os homens, aos 16 ou aos 44 anos
• Taxa de fecundidade: 1,49 filho por mulher
• Grande proporção de pessoas casadas acima de 65 anos para ambos os sexos
• Aumento da proporção de mulheres separadas
• As mulheres se casarão novamente menos que os homens e permanecerão sozinhas
• Mais mulheres viúvas que os homens, principalmente para aquelas com 65 anos ou mais
Domicílio
Quase 30% dos moradores de BH terão 65 anos ou mais
• Aumento de 3,1% da população: de 2.302.101 habitantes (em 2000) para 2.372.920
• Crescimento de 37,8% no número de domicílios: de 652.555 para 898.652 unidades
• Casas com apenas um morador passarão de 10,9% para 20,7%
• Residências com dois moradores subirão de 16,2% para 34,2%
• Domicílios com três pessoas representarão 23% dos lares (mesma proporção do ano 2000)
• Redução no número de casas com quatro moradores ou mais
• Domicílios com apenas um morador: 46,6% deles com solteiros; 35,6% com separados e 17,8% com viúvas
(FonteUai-FJP)

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