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O mercado imobiliário do Rio agora é delas

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Corretoras acima dos 40 se destacam nos estandes de venda das construtoras: sabem o que as famílias precisam e tiram proveito de a palavra final do negócio vir das mulheres

Rio - O mercado imobiliário, além de realizar o sonho da casa própria, contribui para a inclusão de mulheres que, em algum momento de suas vidas, abriram mão da carreira para cuidar dos filhos. O ‘boom’ do setor com recordes na concessão de crédito habitacional com recursos da poupança e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) tem resgatado para o mercado de trabalho essas mulheres normalmente com mais de 40 anos.
Em 2008, o Creci-RJ recebeu a inscrição de 657 novas corretoras com esse perfil. Somente no primeiro semestre deste ano, 205 já começaram na profissão. Dados do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) revelam que, nos últimos 10 anos, a participação do público feminino subiu 144%. Atualmente, 20,24% desse setor são compostos por mulheres. A corretora Vânia Santoro, 41 anos, foi uma das contempladas pelo setor, que prevê aplicar R$ 30 bilhões somente em recursos da poupança para financiar a moradia no País até dezembro.
Ela conta que ficou 20 anos fora do mercado de trabalho. Nesse período, cuidou da casa e dos dois filhos. “Sabia que também podia produzir para ajudar o meu marido com as despesas da casa, mas tinha que cuidar das crianças. No ano passado, ajudei uma prima no feirão da Caixa. Lá, conheci um corretor e, quando vi, já estava tirando o meu registro. Estou há sete meses na área. Minha autoestima foi lá para cima e a minha família passou a me olhar de forma diferente”, lembra, emocionada, Vânia, que já vendeu cinco apartamentos pela Rossi.
“É um mercado que está aberto para pessoas com determinação e vontade de aprender. Essas características independem de idade”, conclui Vânia. Corretora paulista da Basimóvel, Vanda Fairbanks, 55, também agradece ao mercado. Parou de trabalhar quando casou, mas os filhos foram ficando maiores e ela precisava voltar ao mercado para complementar a renda da família. “Quando os filhos crescem e você tem condições financeiras, é possível viajar ou fazer cursos. Mas, no meu caso, precisei retornar ao mercado aos 48 anos”, lembra Vanda.
MULHER DECIDE A COMPRA
Segundo o diretor da Basimóvel, Grupo Brasil Brokers, Alexandre Fonseca, o corretor tem que ser persistente, além de determinado e disciplinado. “Isso essa faixa etária tem de sobra. Elas também conseguem fazer seu horário, o que permite continuar administrando o lar”, afirma. Ele ressalta que as mulheres já correspondem a 40% da equipe. O diretor regional da Rossi, Marco Adnet, confirma que esse segmento do setor tem sido a porta de entrada desse público. “Elas são autônomas e falam a língua do consumidor, pois sabem que é a mulher que decide a compra, além de saber qual a planta do imóvel que melhor se adequa à família interessada”, completa.
Como retirar o registro profissional
As interessadas em se tornar corretora precisam ter o Ensino Médio (antigo Segundo Grau). O próximo passo é concluir o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) ou Superior Sequencial de Gestão de Negócios Imobiliários.
Em seguida, dar entrada no registro profissional no Setor de Inscrição e Baixa (SIB) do Creci-RJ, com apresentação de todos os documentos legais e recolhimento das taxas. Para mais informações, entre em contato com o Creci pelo telefone 2509-6242, ramais 220 e 221, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

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