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Casa propria: Construtoras agora deixam financiamento d imóveis para os bancos

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

As construtoras voltadas para a baixa renda abandonaram o financiamento direto ao mutuário. As empresas passaram a focar o negócio na produção e deixaram a operação do empréstimo da casa própria para os bancos federais ou privados. Grandes construtoras do segmento, como Tenda, MRV e Emccamp Residencial, só fazem hoje financiamento em parceria com as instituições financeiras, que estão com taxas de juros cada vez mais competitivas e prazos de pagamento estendidos em até 30 anos.
As obras de imóveis para a alta renda seguem o mesmo caminho. Os poucos empréstimos diretos ao cliente que ainda são feitos têm prazo de pagamento mais restrito, de no máximo cinco anos. O financiamento de imóvel direto com as construtoras, segundo analistas do setor, só vale a pena durante a obra. Nesse período o reajuste das mensalidades é feito pelo Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC), que nos últimos 12 meses, até junho deste ano, variou 7,67%. Depois da entrega das chaves, o financiamento com as construtoras passa a ser feito com o reajuste pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) mais juros de 1% ao mês. Ou seja, se for levar em conta a alta do IGP-M de 1,52% nos últimos doze meses (até junho de 2009), o reajuste da mensalidade salta para cerca de 14,2% ao ano, taxa bem mais alta do que a média cobrada pela grande parte das instituições financeiras.
"As construtoras hoje só financiam até a entrega das chaves. Depois disso, é melhor para o cliente pegar o empréstimo em banco, que está com taxas de juros bem mais atrativas", afirma Teodomiro Diniz Camargos, presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e diretor da Construtora Diniz Camargos. As próprias construtoras, diz, não estão interessadas em financiar o cliente depois da entrega das chaves. "As empresas precisam do capital para girar. A tendência é de que nenhuma construtora financie mais os clientes e isso fique a cargo só dos bancos. O trabalho da gestão do crédito é grande e o foco precisa ser feito na produção", diz.
O diretor de programas habitacionais do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), André Campos, tem a mesma opinião. "O papel de financiar o cliente é do banco e não da construtora. E hoje, as taxas das instituições financeiras estão muito mais competitivas, além dos vários subsídios lançados pelo governo federal", diz Campos.
Mas, se a pessoa está interessada em financiar imóvel em período mais curto, o presidente em exercício do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares, afirma que a negociação direta com as construtoras costuma ter maior flexibilidade. "Os bancos costumam financiar em até 80% o valor do imóvel, com parcelas mensais. Nas construtoras, não há uma tabela. Pode haver um acordo, com pagamento de quantias trimestrais, semestrais ou anuais", afirma Tavares. O financiamento de imóveis prontos nos bancos só é autorizado depois da liberação do habite-se.
Nos últimos anos, os bancos ficaram mais interessados no mutuário da casa própria e passaram a ampliar as ofertas de financiamento e o prazo de pagamento. A competição por taxa de juros mais baixa ficou mais acirrada. E, este ano, o interessado em comprar a casa própria ganhou mais subsídios, com o lançamento do programa habitacional do governo, o Minha casa, minha vida. Os benefícios do programa, no entanto, são limitados às famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). A meta do governo é construir 1 milhão de moradias nos próximos anos. O programa, lançado em março, prevê o investimento de uma bolada de R$ 34 bilhões na construção das moradias. Para as famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), no entanto, o acesso à casa própria ainda vai demorar. A seleção dos interessados, que vão contar com os maiores subsídios e pagar prestações a partir de R$ 50, está sendo feita pelas prefeituras municipais, de acordo com critérios de necessidade das famílias.
(Fonte:EstadodeMinas)

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